Colômbia: Polícia escolta usuários de caixas eletrônicos

Um novo serviço da polícia colombiana virou moda no Natal em Bogotá: a escolta e proteção a pessoas que precisam sacar dinheiro em bancos ou caixas eletrônicos e temem assaltos. O serviço é gratuito, embora muitos usuários optem por oferecer uma gorjeta aos policiais.

BBC Brasil |

De acordo com o diretor do centro de estudos e análises de convivência e segurança cidadã, Rubén Dario, o assalto a pessoas que acabaram de sacar dinheiro é um dos mais comuns da cidade.

Segundo a polícia, graças ao serviço, o número de assaltos a pessoas saindo de bancos com dinheiro diminuiu 14% na capital colombiana, e em algumas áreas a redução foi de até 30%.

Bernardo Jaramillo, um economista que retirou uma quantia equivalente a US$ 4mil (R$ 10 mil), voltou para casa em um carro da polícia e ofereceu cerca de US$ 20 (R$47) aos três policiais que o escoltaram.

"Quando retirei o dinheiro, o caixa do banco me perguntou se eu queria acompanhamento da polícia", disse Jaramillo à BBC Mundo.

"Eu não conhecia o serviço, mas aceitei. Depois, os policiais brincaram comigo e me perguntaram o que os vizinhos iam pensar quando me vissem chegar no carro da patrulha", afirmou.

Em outros casos, quando os clientes vão em seu próprio automóvel ou em um táxi, a escolta é feita por policiais em motocicletas.

Assaltos
Segundo a Polícia Metropolitana de Bogotá, o serviço de custódia é "100% efetivo".

"Nenhuma pessoa escoltada pela polícia foi roubada", disse à BBC Mundo Victor Silva, chefe da delegacia de Chapinero, no norte da cidade, onde está localizado o centro financeiro de Bogotá.

Os assaltos são feitos por grupos de duas ou mais pessoas portando armas de fogo.

Pelo menos um dos envolvidos se encarrega de identificar pessoas que retiram grandes somas em dinheiro de bancos ou caixas eletrônicos.

Ele então dá um sinal a seu cúmplice ou cúmplices, que seguem a vítima em motocicletas ou táxis e realizam o assalto em um semáforo ou na chegada ao seu destino.

Sucesso
A BBC Mundo acompanhou a polícia no atendimento prestado à cliente de um banco na Avenida Chile, no norte da cidade.

A mulher, que preferiu não revelar seu nome, retirou uma grande quantia de dinheiro para fazer um depósito em outro banco, localizado a menos de 60 metros de distância.

"Eu vi um aviso dentro do banco e telefonei para a polícia. Depois de cinco minutos, os policiais chegaram, mas o dinheiro ainda não tinha sido entregue."
O sub-tenente Iván Dario Gañán, no comando da patrulha, disse à BBC Mundo que ele e seu companheiro fazem em média 15 serviços desse tipo por dia.

A polícia diz que o sucesso do serviço de acompanhamento depende muito de que os bancos avisem os clientes, da paciência dos usuários e da disponibilidade dos policiais.

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