Colômbia pode passar operação de libertação para amanhã; chuvas atrapalham

Florença (Colômbia), 30 mar (EFE).- O Governo colombiano propôs passar para amanhã a realização da missão humanitária para a libertação de um sargento do Exército do país em poder das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc) há 12 anos devido às más condições meteorológicas.

EFE |

A informação foi comunicada hoje pela senadora Piedad Córdoba, que lidera a missão.

Em sua página no Twitter, entretanto, Córdoba disse que o começo da operação será adiado em duas horas, para as 11h locais (13h de Brasília).

Chove muito em Florencia, a cidade de onde partirá a missão à qual as Farc entregarão o sargento Pablo Emilio Moncayo, e também no local da floresta onde ele será libertado.

O alto comissário de paz do Governo colombiano, Frank Pearl, disse que a decisão sobre fazer ou não o voo depende do comandante da aeronave brasileira, mas acrescentou que, por enquanto, a operação não está cancelada.

"Temos uma janela de oportunidade para aproveitar hoje e esperamos que o clima nos ajude", acrescentou.

O coronel Carlos Aguiar, piloto de um dos helicópteros brasileiros que participa da missão, disse à Agência Efe que as condições não são as melhores, mas assegurou que ele e seus companheiros estão "treinados" para enfrentar esse tipo de situação.

"É muito motivador e satisfatório poder contribuir com esta operação", acrescentou.

Estão reunidos no terminal aéreo de Florencia representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), da Igreja Católica, do grupo Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP) - liderado por Piedad Córdoba - e a tripulação e os helicópteros do Brasil.

Também estão na cidade membros da família Moncayo, liderados pelo pai do sargento Pablo Emilio, Gustavo Moncayo.

As Forças Militares da Colômbia suspenderam suas operações em parte do sul do país pouco antes das 18h locais (20h de Brasília) de ontem para permitir a libertação do sargento, assim como fez no domingo, dia em que o soldado Josué Daniel Calvo foi libertado.

As Farc disseram que a partir de agora não haverá mais libertações unilaterais e sim uma troca humanitária entre reféns e guerrilheiros presos.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, respondeu que está disposto ao acordo humanitário se os guerrilheiros libertados não voltarem a cometer crimes. EFE fer/bba

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