Colômbia pode frear reprodução de hipopótamos de Pablo Escobar

BOGOTÁ (Reuters) - Especialistas africanos recomendaram na quarta-feira que a Colômbia confine os hipopótamos que vagam por uma área central do país depois de fugir das ruínas do zoológico do falecido narcotraficante Pablo Escobar. O plano, no entanto, acarreta um custo elevado, e não exclui a possibilidade de abater alguns animais. Em julho, houve fortes críticas ao governo por autorizar a caça, com auxílio de soldados, de um dos hipopótamos foragidos da fazenda Nápoles, que pertenceu ao chefe do cartel de Medellín.

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Os especialistas Michael Knight (sul-africano) e Peter Morkel (tanzaniano) disseram que, para controlar os animais e evitar riscos à população, seria necessário criar um refúgio de cerca de 70 hectares, onde pelo menos 22 espécimes deveriam ser confinados, com uma separação entre machos e fêmeas.

Eles admitiram que, diante das dificuldades para capturar os animais e do risco para castrá-los e levá-los a um lugar seguro, o mais indicado talvez seja sacrificar alguns.

O custo para capturar e confinar cada hipopótamo pode chegar a cerca de 40 mil dólares.

A cervejaria Bavaria, subsidiaria da SAB Miller, tomou a iniciativa de convidar os especialistas depois do escândalo gerado por grupos de defensores de animais e ambientalistas indignados com a caça a Pepe, o hipopótamo morto em julho.

Desde então, o governo suspendeu a caça a outros hipopótamos, entre eles Matilde, companheira do animal abatido, e um filhote, que vivem às margens do rio Madalena.

Um juiz também suspendeu a autorização governamental para caçar esses animais de forma controlada.

A maioria dos animais que pertenciam a Escobar foi levada a diversos zoológicos colombianos depois da morte do traficante, em 1993, mas os hipopótamos foram considerados grandes e perigosos demais para o transporte.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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