Colômbia pode denunciar Venezuela ao Tribunal Penal Internacional

Guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) se refugiam na Venezuela, após cometerem delitos contra a humanidade

EFE |

A Colômbia cogita a possibilidade de denunciar a Venezuela ao Tribunal Penal Internacional (TPI) pela presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) no país, onde se refugiam após cometerem delitos de lesa-humanidade.

"Temos informação de que estas pessoas se refugiam na Venezuela, e as autoridades não fazem nada. Pelo contrário, os apoiam. Então talvez possamos consolidar a denúncia perante o Tribunal Penal Internacional", disse o procurador-geral da Colômbia, Guillermo Mendoza Diago.

Diago afirma que a Corte poderia chegar até o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. "Depois que apresentarmos a denúncia correspondente, bem fundamentada, com estas evidências, se o fiscal do Tribunal Penal Internacional estabelecer que nesses atos há participação de autoridades venezuelanas, todas podem responder por isso", afirmou.

O procurador-geral afirmou que recebeu das mãos do Governo colombiano uma pasta na qual estão documentados pelo menos 60 ataques em localidades colombianas cometidos por guerrilheiros das Farc que depois se refugiam na Venezuela.

Mendoza participou nesta quinta-feira de uma reunião liderada pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, na qual junto a seus ministros, comandantes militares e de Polícia analisou a situação com a Venezuela. Até o momento, o Governo Uribe não se pronunciou oficialmente sobre a decisão venezuelana de romper laços diplomáticos.

A Colômbia mostrou nesta quinta-feira, em Washington, fotos e vídeos e entregou coordenadas de acampamentos guerrilheiros com as quais sustentou as denúncias de presença das Farc e do ELN na Venezuela. Como resposta às denúncias, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu relações com a Colômbia e deu a ordem, através de seu chanceler Nicolás Maduro, para que a delegação diplomática de Bogotá em Caracas abandone o país em 72 horas.

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