QUITO (Reuters) - A Colômbia ressaltou a importância de que a Unasul discuta a compra de armas de alguns países da região e outros acordos de cooperação com terceiros na reunião que começou nesta terça-feira, para tentar restabelecer a desgastada confiança na região. O pedido da Colômbia acontece no momento em que Venezuela, Brasil e Equador negociam compras de armas e de aeronaves militares com países como Rússia, França e China.

"É muito importante que se discuta de maneira ampla, compreensiva e em detalhes as compras de armas junto a terceiros países, as garantias e mecanismos de confiança sobre esse tema", disse o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez.

O diplomata falou durante a reunião de chanceleres e ministros da Defesa da União Sul-Americana de Nações (Unasul), em Quito, que tem como principal objetivo a concretização de acordos de transparência nas políticas de segurança dos países membros.

Além disso, Bermúdez pediu que seja debatida a presença de grupos terroristas em outros países, o que tem provocado conflitos e a ruptura das relações do Equador com a Colômbia desde março do ano passado, após um ataque colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

Já o ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, disse que o país está disposto a tratar os temas que preocupam a região, entre eles o polêmico acordo militar entre Bogotá e Washington para que os Estados Unidos utilizem bases militares colombianas em operações antidrogas.

"Vamos pôr sobre a mesa todas as inquietudes, estamos dispostos a tratar os assuntos que a Colômbia e os outros países estão preocupados", disse Silva.

(Reportagem de Nelson Bocanegra)

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