Colômbia pede para EUA facilitarem acesso a paramilitares extraditados

Bogotá, 23 ago (EFE) - A Promotoria colombiana pediu ao órgão equivalente dos Estados Unidos para facilitar o acesso aos 13 ex-paramilitares extraditados ao país em maio, para continuar com as investigações e evitar que os crimes que cometeram na Colômbia fiquem impunes.

EFE |

O procurador-geral, Mario Iguarán, enviou uma carta a seu colega dos EUA, Michael Mukasey, na qual lembrou que seu apoio é "crucial para evitar" que isso aconteça, segundo o jornal "El Tiempo", de Bogotá.

Na carta, enviada em 14 de agosto, o promotor colombiano lembra que não foi possível realizar qualquer diligência judicial com os extraditados, apesar do compromisso de acesso a suas declarações.

Ele esclareceu que os ex-paramilitares seguem sendo investigados na Colômbia e que, com a extradição, "não foram nem serão suspensos os processos judiciais tramitados pela Promotoria da Colômbia".

"As ações legais seguem seu curso e continuarão com a colaboração que foi acertada com os senhores", esclareceu Iguarán a Mukasey.

Disse também que a colaboração dos Estados Unidos servirá para resolver casos como a "parapolítica", investigação pelas ligações de 70 congressistas com os paramilitares, porque os ex-chefes paramilitares são testemunhas nos processos.

A carta a Mukasey foi enviada pelo promotor colombiano três meses depois da extradição dos ex-membros das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) aos EUA. EFE fer/db

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