Colômbia oferece recompensa por ajuda a libertação de vereador

Bogotá, 30 mai (EFE).- O Governo colombiano ofereceu hoje uma recompensa equivalente a US$ 116.

EFE |

800 por informações que ajudem na libertação de Armando Acuña, vereador sequestrado na sexta-feira pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante uma série de assaltos e combates que deixou 14 mortos e nove feridos.

Pelo menos cinco rebeldes, seis militares, um policial e dois civis morreram nas ações, que aconteceram na localidade de Garzón (sudoeste), onde Acuña é legislador, e em La Macarena (sul), três dias após completados 45 anos da fundação das Farc.

A compensação por informações sobre o vereador foi anunciada pelo diretor de Segurança Cidadã da Polícia Nacional, o general Orlando Páez, durante um conselho convocado em Garzón pelo Governo do presidente Álvaro Uribe.

A reunião foi comandada pelo ministro interino da Defesa e comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla de León, que se deparou, nessa cidade, com a ameaça de uma renúncia em massa dos legisladores locais.

Em um recesso do encontro, o general Páez disse à imprensa que a recompensa é destinada ao cidadão que "dê informação que permita a libertação do vereador sequestrado".

Acuña foi feito refém na sexta-feira por rebeldes das Farc que invadiram prédios públicos de Garzón, aonde os insurgentes chegaram em três caminhonetes.

Os guerrilheiros fingiram ser membros do Exército com a missão de realizar uma operação antiterrorista, segundo lembrou o presidente da Câmara municipal, Joselito Guevera, que no momento conduzia uma sessão com 15 vereadores.

Durante a incursão, os rebeldes mataram um policial, um soldado e dois civis, e também deixaram outras três pessoas feridas.

Os rebeldes fugiram para a região montanhosa dos limites do departamento (estado) de Huila, onde fica Garzón, com o de Caquetá, conflituosa região com forte presença das Farc.

São "atos bárbaros das Farc", expressou o general Páez, que foi ao encontro de segurança junto ao prefeito de Garzón, Édgar Bonilla, e ao governador de Huila, Luis Jorge Sánchez.

"É lamentável, mas vamos seguir trabalhando", afirmou o prefeito Bonilla, para quem os moradores de Garzón vivem em uma "constante ameaça".

O presidente da Câmara concordou com a percepção de Bonilla ao advertir que os políticos em Garzón trabalham em um ambiente de risco diante do qual estão desprotegidos.

"A verdade é que nós não temos garantias", disse Guevara, que em declarações a rádios locais anunciou a decisão dele e de outros 13 colegas de deixar o cargo.

"Vamos ver o que acontece, ver o que o Governo faz", expressou o vereador.

A incursão rebelde em Garzón, que foi atribuída à elite das Farc, aconteceu horas após fortes combates da mesma guerrilha com tropas militares em La Macarena.

Um oficial e quatro soldados morreram nos enfrentamentos, nos quais também foram mortos cinco rebeldes e outros seis militares ficaram feridos.

Os guerrilheiros pertenciam à Frente 44 das Farc e entraram em combates com uma brigada móvel da Força de Tarefa Conjunta Ômega que desembarcou na quinta-feira em La Lindoza, em La Macarena.

Essa força reúne unidades do Exército, da Marinha e da Força Aérea, e tem como missão perseguir o Secretariado (comando central) da organização rebelde. EFE jgh/rr

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