Valor de recompensa por informações sobre ataque a bomba de quinta-feira, o primeiro em Bogotá desde 2006, equivale a R$ 488 mil

AFP
Foto divulgada por assessoria de imprensa do presidente da Colômbia mostra Juan Manuel Santos (de gravata verde) em local da explosão de carro-bomba em Bogotá
O governo colombiano ofereceu nesta sexta-feira mais de US$ 275 mil (cerca de R$ 488 mil) de recompensa por informação que permita encontrar os autores do atentado com carro-bomba que afetou o complexo de prédios de Bogotá onde ficam as sedes da Rádio Caracol e da Agência Efe, entre outras empresas.

O anúncio da recompensa, equivalente a 500 milhões de pesos colombianos, foi feito pelo presidente Juan Manuel Santos de Popayán, no Departamento (Estado) do Cauca, no sudoeste do país, para onde viajou para liderar um conselho de segurança com o ministro da Defesa colombiano, Rodrigo Rivera.

"Não sabemos ainda quem foram os responsáveis nem contra quem (estava dirigido o ataque), e vamos oferecer uma recompensa de até 500 milhões de pesos por informações que nos levem a capturá-los", afirmou o presidente, que tomou posse há seis dias .

Em Bogotá, um homem identificado como Gustavo Ladino se entregou à policia. Ele admitiu ter falsificado as placas do veículo que foi carregado com 50 quilos de explosivos para lançar o atentado. Ladino, no entanto, ao ser interrogado na procuradoria-geral, esclareceu que não teve nenhuma responsabilidade no planejamento do atentado nem na colocação do material explosivo.

A ação terrorista, que ainda não foi reivindicada por nenhum grupo, aconteceu na madrugada de quinta-feira em torno das 5h30 no horário local (7h30 de Brasília), antes do início das atividades cotidianas, o que evitou que fossem mais graves as consequências da explosão, que não deixou mortos.

Segundo o último balanço do Sistema Distrital de Prevenção e Atenção de Emergências de Bogotá, 808 pessoas foram afetadas pela explosão, 424 imóveis registraram danos e 36 pessoas ficaram feridas sem gravidade . Além disso, a explosão causou danos em 124 pontos comerciais, dezenas de escritórios e em 18 veículos.

A área atingida compreende o centro financeiro do norte de Bogotá, colégios, edifícios, casas e diversos comércios. A Sétima Avenida, onde foi colocado o carro-bomba, é uma das ruas com maior trânsito de veículos do serviço público e privado.

As autoridades colombianas ainda não descartam nenhuma hipótese sobre os autores do atentado, explicou nesta sexta-feira a várias emissoras locais o procurador-geral interino Guillermo Mendoza.

Para alguns analistas e relatórios de inteligência, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acompanhadas do crime organizado, estariam por trás do atentado. De acordo com o jornal "El Espectador", uma gravação de Germán Briceño, conhecido como "Grannobles" e comandante da frente 10 das Farc, foi interceptada pelo Exército em junho e revela a ordem dada para lançar ações terroristas em Bogotá.

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