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Colômbia negocia com Panamá extradição de chefe das pirâmides

Bogotá, 19 nov (EFE).- As autoridades colombianas discutem com as do Panamá a deportação ou a extradição do empresário David Múrcia Guzmán, cabeça da sociedade DMG, que captava milionárias somas de dinheiro por meio de pirâmides financeiras, anunciou hoje o procurador-geral da Colômbia, Mario Iguarán.

EFE |

Em coletiva de imprensa, o procurador-geral disse que se busca conseguir a entrega do colombiano Múrcia Guzmán, cuja captura foi ordenada hoje mesmo, junto à de outras seis pessoas, por, entre outros delitos, lavagem de ativos e suborno.

Iguarán assinalou que os recursos com os quais começou o negócio de Múrcia Guzmán não justificam a imensa fortuna ganhada pelos diretores da DMG e acusou a empresa de lavagem de ativos, aumento patrimonial injustificado e irregularidades contábeis.

"Realizamos uma sólida estrutura do caso para defender perante os juízes nossas afirmações. Vamos demonstrar que a origem e a gestão de alguns recursos eram injustificadas, eram ilegais", frisou Iguarán.

A DMG, que captou milhares de clientes com a venda de cartões pré-pagos para comprar produtos e serviços eletrodomésticos, foi ocupada depois que o Governo do presidente Álvaro Uribe decretasse, na segunda-feira, o estado de emergência social.

A medida extraordinária foi declarada para controlar a quebra das pirâmides que recebiam dinheiro oferecendo devolver o triplo em troca caso a pessoa conseguisse mais clientes. EFE gta/rr

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