Bogotá, 9 mai (EFE).- O Governo da Colômbia negou hoje ter recebido apoio de outro país para a incursão militar contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em território equatoriano, no dia 1º de março, e na qual morreram 26 pessoas.

O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, também desmentiu as acusações feitas por seu colega equatoriano, Javier Ponce, na última terça-feira, de que teria havido execução sumária de várias das vítimas.

Santos também refutou o ministro de Segurança Interna e Externa do Equador, Gustavo Larrea, que afirmara ontem que, segundo autópsias feitas por especialistas franceses, três das vítimas "morreram assassinadas a tiros e não pelo impacto das bombas".

A incursão de tropas colombianas contra um acampamento ilegal das Farc gerou uma crise diplomática entre Colômbia e Equador, que desde 3 de março rompeu as relações com Bogotá.

O ministro Santos manifestou a várias emissoras que está disposto a demonstrar ao Equador "o dia que eles quiserem" que não houve ajuda de outro país.

Santos ressaltou que Ponce "está mal informado porque a investigação realizada não foi uma boa investigação, já que essa operação foi feita exclusivamente pela Colômbia sem intervenção de nenhum outro país".

"Temos filmagens que mostram que essas pessoas que sobreviveram foram atendidas por nossos homens", o que desbancaria as acusações.

O ministro equatoriano Ponce disse ter razões "concretas" para acreditar que a Força Aérea colombiana não era capaz de realizar sozinha o ataque e que, por tanto, tudo indica que a agressão de 1º de março contou com a participação de um Governo externo. EFE gta/fb

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