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Colômbia não se desculpará por uso de emblema da Telesur em resgate

Washington, 25 jul (EFE).- O Governo colombiano não acha necessário pedir desculpas pelo uso da logomarca da Telesur durante o resgate de 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no início de julho, afirmou hoje o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

EFE |

"A verdade é que não demos nenhuma importância à 'Telesur'. Não pensamos que isso causasse nenhum tipo de reação", disse Santos em uma coletiva de imprensa ao concluir sua viagem de quatro dias a Washington.

Ele considerou que seria o contrário caso se tratasse de outro meio de comunicação, como o jornal "El Tiempo", vinculado a sua família.

Se "aparece alguém do 'El Tiempo' e ajudasse a libertar os seqüestrados sem disparar um tiro, me pareceria maravilhoso", afirmou.

"Não achamos que seja motivo de recriminações nem de pedir desculpas. Foi algo que realmente não consideramos que colocaria em perigo o papel dos jornalistas no futuro", insistiu.

Durante a "Operação Xeque" do dia 2 de julho, os nove integrantes da missão de resgate fizeram-se passar por membros de uma organização humanitária e adotaram diversos recursos a fim de enganar a guerrilha.

Um deles assumiu o papel de cinegrafista da "Telesur" e teve a tarefa de gravar em vídeo o resgate da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, de três americanos e de 11 soldados e policiais, alguns com mais de dez anos de cativeiro.

A "Telesur" é uma rede de televisão que começou sua transmissão em 2005 com financiamento público da Venezuela e de outros países da região como uma proposta de integração latina-americana.

Embora o uso da sua logomarca por parte de militares colombianos tenha levantado feridas, Santos disse que se tratou de uma "decisão espontânea" e que assume "plena responsabilidade", mas nunca achou que causaria dano.

Por outro lado, o Governo colombiano qualificou de erro o uso do emblema do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) por um dos militares que participaram do resgate.

Santos assegurou que o envolvido pensou que "a Cruz Vermelha era tão conhecida que se algo acontecesse, talvez isso (o emblema) salvase sua vida".

O ministro negou que o emblema tenha sido usado nos helicópteros, como assegura alguns veículos de imprensa internacional.

Em dias anteriores, Santos tinha dito que o militar utilizou o emblema sem prévia consulta porque entrou em pânico perante o alto risco da operação.

Para Santos, não existe contradição moral no fato de o Governo colombiano ter inventado uma farsa para conseguir o resgate e também não acha que a chamada Missão Internacional, com o emblema de uma pomba, ponha em perigo o futuro trabalho de grupos humanitários em seu país.

Ele recorreu ao engano não na busca de "uma vantagem militar com esta operação" mas para libertar 15 reféns que tinham sido submetidos à tortura e a outras condições muito adversas, disse Santos.

A Colômbia teve "o direito moral de inventar uma farsa como fez nossa gente", ressaltou. EFE mp/ab/rr

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