Colômbia não fez pedido oficial ao Vaticano para participar de libertação

Bogotá, 13 jan (EFE).- O Governo da Colômbia ainda não solicitou formalmente à Igreja Católica sua participação na libertação de seis reféns anunciada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), reconheceu hoje o embaixador colombiano no Vaticano, Juan Gómez Martínez.

EFE |

O diplomata disse, em Roma, à "Caracol Radio" da Colômbia que "é viável" a participação da Igreja na entrega de dois políticos, três policiais e um soldado reféns das Farc, mas, "oficialmente, ainda não foi feito absolutamente nada".

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, propôs na segunda-feira delegados do Vaticano como fiadores para a libertação dos seis reféns e autorizou a Cruz Vermelha a contratar helicópteros no exterior para essa missão humanitária.

"Até o momento, diretamente por meio da embaixada, não houve nenhum contato. É uma idéia do senhor presidente, mas, a nós aqui no escritório, ainda não nos disse nada. De fato, a Igreja participou e colaborou muito na busca da paz", disse.

"A Igreja tem toda a autoridade, já participou", acrescentou Gómez Martínez, o encarregado de canalizar as solicitações do Governo colombiano perante a Santa Sé, para quem essa participação "pode ser com o senhor núncio apostólico (Aldo Cavalli), com a Conferência Episcopal ou diretamente com o Vaticano".

O presidente da Conferência Episcopal da Colômbia, monsenhor Rubén Salazar, disse que não se pode avançar na designação de uma pessoa, porque não tem conhecimento sobre "como e em que forma consistiria essa intervenção do Vaticano". EFE fer/an

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