Colômbia lembra deputados assassinados pelas Farc há um ano

A Colômbia lembrou nesta quarta-feira com diversos atos públicos o primeiro ano do assassinato de 11 ex-deputados, de um grupo de 12 seqüestrados em 2002 pela guerrilha das Farc, enquanto familiares de Sigifredo López, o único sobrevivente, pediram provas de que está vivo.

AFP |

Os 11 deputados foram mortos por seus captores quando, ao que parece, pensaram ter sido atacados pelo Exército, o que desencadeou uma troca de tiros entre os próprios guerrilheiros, segundo a versão detalhada em mensagens eletrônicas supostamente encontradas pelas autoridades colombianas no computador de Raúl Reyes, número dois das Farc morto no dia 1o de março.

López conseguiu sobreviver porque havia sido punido e levado para outro local.

A liderança das Farc apenas revelou o ocorrido dez dias depois em um comunicado, no qual assegurou que os reféns morreram no "fogo cruzado" com "um grupo militar não identificado".

O grupo de políticos da Assembléia do departamento de Valle foi seqüestrado em uma operação militar realizada pelos rebeldes em pleno centro de Cali (capital de Valle, 500 km a sudoeste de Bogotá).

Exatamente em Bogotá e Cali foram realizados nesta quarta-feira os principais atos públicos e cerimônias religiosas em memória dos deputados.

Na capital, o prefeito Samuel Moreno presidiu um ato na Praça de Bolívar, onde foram exibidas as fotos dos políticos mortos ao lado de velas e mensagens de lembranças.

Em Cali, em um pronunciamento feito horas antes de uma cerimônia religiosa, o presidente Alvaro Uribe defendeu o combate a esse "abominável crime de seqüestro".

O presidente lembrou que uma análise feita por um grupo internacional de médicos legistas determinou que os deputados "foram assassinados, jogados no chão, muitos deles com um tiro disparado a curta distância, da maneira mais aberrante, mais humilhante".

Também em Cali, o ministro espanhol das Relações Exteriores, Miguel Angel Moratinos, disse que o único caminho que resta às Farc é "depor as armas" e liberar os reféns que mantêm em seu poder.

cop/dm

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