Caracas, 16 set (EFE).- O Governo da Colômbia ficou totalmente isolado na União Sul-Americana de Nações (Unasul) ao se negar a explicar aos vizinhos da região o alcance de seu acordo militar com os Estados Unidos, afirmou hoje o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Segundo Chávez, durante a reunião de ministros de Defesa e Relações Exteriores da Unasul realizada ontem em Quito, foi pedido que a Colômbia mostrasse "o documento" com os detalhes do acordo militar, mas o país "se negou" a fazê-lo.

Ao falar durante uma cerimônia para a abertura do novo ano letivo, o presidente venezuelano criticou o "representante da Colômbia" na reunião ao dizer que teve a "desfaçatez de eximir-se", sob a alegação de que não podia revelar os detalhes do polêmico convênio militar por não ter "permissão do Governo dos EUA".

"Que vergonha, dá pena", expressou Chávez, ao assegurar que a exigência de que Bogotá dê detalhes sobre o convênio é de toda a região.

O chefe de Estado destacou que o Brasil pediu, "com muita energia, garantias de que as forças" americanas que atuarem na Colômbia "não vão fazer incursões em países vizinhos".

"Mas a Colômbia não quer dar garantias. Em todo caso, nós não insistiremos em garantias, porque, se há alguma garantia, é a de que vão utilizar essas bases militares contra nós (Venezuela)", sustentou Chávez. EFE gf/bba

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