Nova York, 3 out (EFE) - O suposto líder de uma organização que introduzia heroína nos Estados Unidos, Humbeiro Carvajal-Montoya, foi extraditado aos EUA a partir da Colômbia para enfrentar acusações relacionadas com o tráfico de drogas, informou hoje a Promotoria Federal em Manhattan.

Este escritório, dirigido pelo promotor Michael García, explicou em comunicado de imprensa que, entre os membros da quadrilha, que operava através do aeroporto internacional José María Córdoba em Medellín (Colômbia), há funcionários policiais e empregados de aeroporto.

Também pertenciam à organização a esposa de Carvajal, Diana López; o supervisor de segurança no aeroporto de Medellín, Germán Soto Villa, que trabalhava na zona de artigos livres de impostos, e o empregado da companhia aérea Avianca, Elkin Fernando Daza Ríos, que trabalhava nas instalações de carga internacional.

A Promotoria manifestou que a quadrilha introduzia nos Estados Unidos a droga escondida em peças de roupa ou em mala, bagagem de mão, computadores e mercadorias com destino fora da Colômbia.

Os encarregados de introduzir os entorpecentes viajavam pelo menos uma vez ao mês de Medellín a Nova York e transportavam quantidades que variavam entre centenas de gramas e alguns quilos de heroína.

As autoridades colombianas, a pedido dos EUA, detiveram Carvajal e quatro supostos envolvidos em 28 de novembro de 2007 e outros três tinham sido detidos anteriormente.

A Promotoria afirmou que as autoridades colombianas mantêm presos quatro acusados, que também serão extraditados à Justiça americana para enfrentar acusações de tráfico de drogas.

Se for considerado culpado, Carvajal enfrenta uma sentença mínima obrigatória de dez anos de prisão, depois que a Promotoria Federal se comprometeu com as autoridades colombianas a não pedir prisão perpétua para o acusado a fim de conseguir sua extradição. EFE vm/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.