Colômbia extradita aos EUA chefe de pirâmide financeira

Bogotá, 5 jan (EFE).- O principal responsável pela pirâmide financeira DMG, David Múrcia Guzmán, acusado de roubar milhares de colombianos, foi extraditado hoje aos Estados Unidos, onde é reclamado sob acusação de lavagem de ativos.

EFE |

O diretor da Polícia Judiciária (Dijín), general Luis Gilberto Ramírez, assinalou que Múrcia foi entregue às autoridades americanas dentro de um rigoroso esquema de segurança que incluiu mais de 100 homens.

"Ele terá que responder perante uma corte de Nova Yor, basicamente por lavagem de ativos. Já há uma condenação na Colômbia e nós estamos garantindo que compareça perante as autoridades americanas", disse o oficial.

Uma corte de Nova York acusa Múrcia de movimentar vários milhões de dólares, que aparentemente eram de narcotraficantes, através de mais de 18 contas bancárias e de adquirir nove propriedades em Miami e uma na Califórnia para ocultar ganhos ilícitos.

Aydeé Trujillo, advogada de Múrcia, disse à imprensa que seu cliente seguirá colaborando com a Justiça colombiana mesmo nos EUA.

Há vários processos que seguem abertos na Colômbia contra dirigentes políticos que teriam tido vínculos com o extraditado.

A Justiça colombiana condenou Múrcia em dezembro passado a mais de 30 anos de prisão. O antigo chefe da pirâmide financeira DMG foi vendedor ambulante e fez grande fortuna com captação ilegal de dinheiro.

O criador da DMG, além disso, deverá pagar uma multa de aproximadamente US$ 12,5 milhões.

A DMG teve filiais em Panamá, Venezuela e Equador, que foram intervindas pelos Governos locais, e tinha planos de se estabelecer também no Brasil. EFE fer/rr

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