Colômbia extradita 14 ex-chefes paralimitares para os EUA

Bogotá - O governo da Colômbia extraditou nesta terça-feira aos Estados Unidos 14 ex-chefes paramilitares, entre eles Salvatore Mancuso, ex-líder máximo da organização Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), informaram fontes do Executivo em Bogotá.

EFE |

O ministro do Interior e de Justiça colombiano, Carlos Holguín, disse a rádios locais que todos eles "já estão voando" rumo ao país americano.

Os ex-paramilitares foram recebidos em Bogotá por agentes americanos na base militar de Catam, próxima ao aeroporto internacional Eldorado, onde todos eles decolaram em pelo menos dois aviões da Administração de Combate às Drogas (DEA) dos Estados Unidos.

Além de Mancuso, no grupo de extraditados estavam Rodrigo Tovar Pupo, Diego Fernando Murillo, Ramiro Vanoy, Hernán Giraldo, Francisco Javier Zuluaga e Pablo Sevillano, disse o ministro Holguín.

Os 14 ex-comandantes das antigas AUC tiveram a extradição pedida por diversos tribunais dos Estados Unidos, por acusações como narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

Mas o Governo do presidente Álvaro Uribe deixou em suspenso a entrega em virtude do processo de paz mantido por ele com as AUC, que em meados de 2006 se dissolveu após desarmar mais de 31 mil ultradireitistas.

Uribe condicionou a suspensão ao comprometimento dos ex-chefes com os compromissos assumidos durante o diálogo, que eram os de não retomar as armas; colaborar com a Justiça; indenizar suas milhares de vítimas e não continuar com atividades criminosas da prisão.

O ministro do Interior e Justiça não informou as razões pelas quais o Uribe autorizou a extradição em massa, e disse que quem as revelará ao país será o próprio presidente.

A entrega dos paramilitares foi precedida da de Carlos Mario Jiménez, conhecido como "Macaco", e que foi extraditado no dia 7, após uma longa disputa judicial.

A extradição de "Macaco" esteve em suspenso por cerca de um mês devido a um recurso de amparo apresentado pelas vítimas da facção liderada pelo ex-paramilitar, o Bloco Central Bolívar (BCB), que foi a maior das AUC e a qual são atribuídos 10 mil casos de assassinato e desaparecimento.

Em uma decisão posteriormente revogada pelo Conselho Superior da Judicatura, um tribunal de Bogotá tinha ordenado que Jiménez deveria permanecer no país até ser processado e indenizar suas vítimas.

A extradição em massa teve como ponto de partida uma operação de transferência dos 14 ex-paramilitares das prisões de segurança de Itagüí (noroeste), Barranquilla (norte) e La Picota (Bogotá) até o Comando Aéreo de Transporte Militar (Catam), na capital colombiana.


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