Colômbia: Ex-paramilitar revela apoio de generais do Exército e da Polícia

Bogotá, 12 abr (EFE).- Um ex-líder da maior frente paramilitar da Colômbia confessou à Procuradoria Geral que obteve apoio de um general do Exército e de outro da Polícia no nordeste do país, informaram hoje, em Bogotá, fontes judiciais.

EFE |

Jesús Velasco Galvis - conhecido como "Chucho" - disse que os dois oficiais ajudaram sua facção ultradireitista de Bucaramanga, capital do departamento de Santander, segundo uma versão divulgada pela Procuradoria Geral.

A entidade judicial não informou as identidades dos generais, acusados por Velasco durante uma diligência de "versão livre" (testemunho voluntário) a um procurador de Medellín.

Na mesma audiência, Chucho admitiu que a força do Bloco Central Bolívar, liderado por ele, cometeu mais de 120 assassinatos em quatro departamentos do norte e do nordeste do país.

Só em 1996, o bloco matou 24 pessoas em três massacres na localidade de Mompós, acrescentou a Procuradoria, que afirmou que o ex-paramilitar também mencionou como vítimas um prefeito e sete membros da mesma família.

Duas mulheres e cinco homens foram as vítimas deste massacre, cometida em uma data não precisada e que, segundo Velasco, eram fundadores da frente José Luis Solano Sepúlveda da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN).

Segundo Velasco, este crime foi ordenado por Carlos Castaño, ex-chefe máximo das dissolvidas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) e que morreu em 2004 em um ataque de paramilitares rivais.

O ex-líder do Bloco Central Bolívar, que era o maior das AUC, é um dos cerca de 60 comandantes altos e médios das AUC que se submeteram a uma polêmica lei de justiça e paz administrada pelo Governo.

Mais de 31 mil paramilitares deixaram as armas em virtude deste processo, iniciado no final de 2002 e que terminou em meados de 2006. EFE jgh/an

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