Colômbia exige que Venezuela extradite guerrilheiros

BOGOTÁ (Reuters) - A Colômbia exigiu nesta quinta-feira que a Venezuela prenda e extradite pelo menos 15 comandantes guerrilheiros que estariam refugiados nesse país, num momento em que os dois governos continuam envolvidos em uma grave crise diplomática. Temos informações bastante confiáveis de que cerca de 15 chefes, além de um número importante de guerrilheiros, se encontram na Venezuela, sendo o mais reconhecido Iván Márquez, disse o ministro colombiano da Defesa, Gabriel Silva.

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"Pedimos ao governo (venezuelano), assumindo que tem a melhor boa-fé, que colabore conosco para capturá-los e extraditá-los", acrescentou.

Márquez é um dos sete integrantes do secretariado das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), órgão de direção política e militar do grupo, e há mais de dois anos apareceu em Caracas junto com o presidente Hugo Chávez durante um trâmite para libertar alguns reféns.

Em agosto, durante uma cúpula sul-americana, o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, denunciou que dois chefes das Farc estariam refugiados na Venezuela, e exigiu a cooperação deles para capturá-los.

A atual crise bilateral começou em julho, quando a Colômbia anunciou que firmaria um acordo que concede aos EUA autorização para o uso de sete bases militares em seu território. Chávez viu na decisão uma ameaça à sua soberania e determinou que suas Forças Armadas se preparassem para uma guerra, além de praticamente paralisar o comércio bilateral, que superou os 7 bilhões de dólares em 2008.

Essa é a pior disputa diplomática entre Colômbia e Venezuela desde 1987, quando os dois países estiveram próximos de uma guerra depois que um navio de combate da Colômbia foi interceptado pela Marinha venezuelana numa zona marítima disputada.

Silva, que já foi chamado por Chávez de "retardado mental", pediu a Caracas "que nos faça o favor, que se compadeça do direito internacional".

"O direito internacional obriga que, quando existem terroristas no território de um país, reconhecidos ou de que se tenha informação, se proceda a capturá-los, a deportá-los e extraditá-los", acrescentou.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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