Colômbia esclarece declarações de Obama sobre reeleição de Uribe

Bogotá, 30 jun (EFE).- O Governo da Colômbia afirmou hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi claro ao dizer que a reeleição de Álvaro Uribe é uma decisão soberana.

EFE |

O comentário teria sido feito quando o chefe de Estado americano afirmou que oito anos no poder é o mais "conveniente" no caso dos EUA.

Ontem, durante uma coletiva em Washington concedida junto com Uribe, o presidente americano disse que, após oito anos de um presidente no poder, "o povo quer uma mudança".

Em resposta, o ministro de Interior e Justiça da Colômbia, Fabio Valencia, declarou que Obama fez referência à soberania de cada país e que só falou dos Estados Unidos.

"Cada país define o que lhe é mais conveniente. Para ele, os EUA já definiram isso e acham que são oito anos. Os outros países farão suas considerações conforme as circunstâncias do que for mais conveniente", disse Valencia.

Sobre a reeleição presidencial que Uribe estaria buscando, o chanceler Jaime Bermúdez afirmou hoje que as declarações de Obama precisam ser analisadas "em todo seu contexto".

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, o atual ocupante da Casa Branca "foi claro" ao dizer que a reeleição "é uma decisão soberana da Colômbia". Bermúdez disse ainda que as "considerações que ele (Obama) fez foram sobre o que significa a reeleição nos EUA".

Em 2002, Uribe foi eleito presidente para um mandato de quatro anos. Após reformar a Constituição, conseguiu se reeleger. Agora, os seguidores do presidente promovem um plebiscito para voltar a alterar a Carta Magna e dar a Uribe a chance de um conseguir um terceiro mandato consecutivo.

A embaixadora da Colômbia nos EUA, Carolina Barco, minimizou a importância dessas manobras e, em Washington, disse que a questão da reeleição ocupou muito pouco espaço na agenda dos presidentes de ambos os países.

"Na conversa dos presidentes, o tema da eleição foi absolutamente menor. Como é lógico, a conversa girou em torno das questões bilaterais e do papel que a Colômbia está desempenhando na região (...)", declarou a diplomata. EFE fer/sc

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