BOGOTÁ - A Colômbia confirmou neste domingo o primeiro caso de contaminação pela gripe suína, tornando-se o primeiro país da América do Sul a reportar a presença do vírus H1N1.


O ministro de Proteção Social do país, Diego Palacio, disse que a confirmação do caso foi feita pelos Estados Unidos e que o paciente em questão está em boas condições.

Segundo Palacio, o governo intensificou as medidas para tratar e controlar a doença, incluindo a importação de um antiviral.

México e Estados Unidos são os únicos países até o momento onde já foram reportadas mortes provocadas pela gripe suína. Na América Latina, o único outro país a ter reportado a presença do vírus foi a Costa Rica.

Nos últimos dias, alguns sinais indicaram que a propagação da doença pode estar se estabilizando e que a epidemia pode não ser tão grave como se pensava.

No sábado, a OMS afirmou que, apesar da ameaça de uma pandemia ainda ser mantida, a propagação sustentada da gripe suína parece estar até agora restrita aos países da América do Norte, com apenas casos isolados em outras regiões, principalmente entre pessoas que estiveram no México.

Segundo o diretor de Alerta e Resposta Global da OMS, Michael Ryan, "neste momento não seria inteligente sugerir de modo algum que a situação esteja fora de controle".

Comércio mundial

Autoridades do México, dos Estados Unidos e do Canadá, os três países mais afetados pelo vírus H1N1, da gripe suína, apresentaram uma declaração conjunta pedindo que o surto da doença não afete o comércio mundial.

"Instamos a comunidade internacional a não usar o surto de influenza A H1N1 como motivo para criar restrições comerciais desnecessárias e que as decisões que se tomem estejam baseadas em evidências científicas sólidas", afirma a declaração assinada pelos ministros da Agricultura de Canadá, Estados Unidos e México - Gerry Ritz, Tom Vlisack e Álberto Cárdenas.

Os três países se comprometeram a "um contínuo controle e vigilância sanitária, tanto no setor público como no setor privado".

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também emitiu um comunicado no qual insiste que não existem razões que justifiquem a proibição do consumo de carne de porco e derivados e que não há evidências de que o vírus se transmita por meio da ingestão de alimentos.

Apesar disso, vários países, entre eles China e Rússia, restringiram a importação de produtos derivados de porco. No sábado, o Egito também iniciou o sacrifício de 300 mil porcos no país.

(Com informações da Reuters e da EFE)

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