Colômbia diz que reunião da Unasul não condiciona acordo com EUA

BOGOTÁ (Reuters) - A reunião extraordinária dos líderes da Unasul que será realizada na Argentina e contará com a presença do líder colombiano, Álvaro Uribe, não condiciona a assinatura de um acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos, disse o governo colombiano nesta quinta-feira. O encontro foi convocado pelos presidentes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) diante da preocupação despertada pela intenção da Colômbia de assinar o pacto, que permitirá aos EUA utilizar sete bases militares no país andino para realizar operações antidrogas.

Reuters |

Mas Uribe pediu que a reunião aborde também o tema do terrorismo e do tráfico ilegal de armas na região.

"A agenda será diversa e a reunião não implica uma condição para o acordo entre Colômbia e Estados Unidos com o objetivo de enfrentar com mais sucesso o narcotráfico e o terrorismo", afirmou a Presidência colombiana em comunicado.

Funcionários dos Ministérios da Defesa, do Interior e da Justiça, bem como da chancelaria colombiana, estão em Washington para definir os detalhes do acordo e deixá-lo pronto para sua assinatura.

O comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla, assegurou na quarta-feira que todos os detalhes do pacto serão resolvidos até o final desta semana.

O anúncio do acordo levou a Venezuela a romper relações diplomáticas e comerciais com a Colômbia. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, vê o aumento dos soldados norte-americanos na Colômbia como uma ameaça à segurança de seu país.

Chávez disse recentemente que a única maneira de sair da crise é se Uribe desistir de assinar o acordo.

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