Colômbia diz que não permitirá ressurgimento de paramilitares

Bogotá, 16 out (EFE).-As Forças Militares colombianas afirmaram hoje que não permitirão que os grupos paramilitares de direita já dissolvidos voltem às armas, após um processo de paz com o Governo entre 2003 e 2006, no qual mais de 31 mil combatentes se desmobilizaram.

EFE |

O general Freddy Padilla, comandante das Forças Militares, descartou o ressurgimento dos esquadrões de justiça privada, depois de divulgados panfletos em tom ameaçador em Urabá, no departamento (estado) de Córdoba, assinados por supostos comandos paramilitares.

"Estamos absolutamente unidos, todas as instituições, todas as Forças Armadas contra qualquer manifestação de grupos criminosos e não vamos permitir nem que progridam, nem que retornem", disse o general Padilla à imprensa, após uma reunião de altos oficiais em Bogotá.

Segundo o oficial, foram encontrados papéis no departamento, no qual é anunciada a chegada do grupo Autodefesas Gaitanistas da Colômbia, utilizando o sobrenome do líder liberal Jorge Eliécer Gaitán, cujo assassinato em 1948 deu origem a uma grave revolta popular.

Os panfletos denunciam o suposto descumprimento por parte do Governo dos pactos do processo de paz com os paramilitares.

Os paramilitares, que apareceram nos anos 80 para combater as guerrilhas esquerdistas como cooperativas de segurança rural, se agruparam nas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

As AUC ficaram dissolvidas, mas em algumas regiões se mantiveram dissidências ou apareceram novos esquadrões, como os que se identificam como Aguilas Negras. EFE gta/rr

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