Colômbia descarta ex-chefe paramilitar como gerente de paz

Bogotá, 12 jun (EFE).- O Governo colombiano descartou hoje a possibilidade de que o ex-chefe paramilitar Salvatore Mancuso, ex-comandante máximo das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) e extraditado para os Estados Unidos por crimes relacionados ao tráfico de drogas, seja gerente de paz.

EFE |

Tal posição foi confirmada pelo Alto Comissário para a Paz e a Reconciliação da Colômbia, Frank Pearl, em uma visita à cidade colombiana de Barrancabermeja, onde participou de uma passeata local para a desmobilização.

"Salvatore Mancuso tem que encerrar seu processo penal nos EUA, passar pela Justiça na Colômbia e, aí sim, o Governo consideraria essa solicitação", explicou Pearl a jornalistas.

Em carta datada de março e divulgada ontem, Mancuso pedia ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, para designá-lo como gerente de paz e inclusive se ofereceu para mediar as conversas com as guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

O ex-chefe das AUC "tem direito a escrever qualquer carta, mas lembro que estamos falando de um homem acusado de genocídio, assassinato, tortura e tráfico de drogas", declarou hoje o embaixador dos EUA na Colômbia, William Brownfield.

Mancuso e outros 13 ex-chefes paramilitares foram extraditados em maio de 2008 para os EUA, onde eram solicitados por cortes desse país.

O ex-líder das AUC se desmobilizou no final de 2004, junto com outros comandantes dessa força, em processo de paz no qual mais de 30 mil paramilitares entregaram suas armas e receberam benefícios oferecidos por meio da Lei de Justiça e Paz. EFE ocm/bba

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