Colômbia desautoriza intervenção de Ortega junto às Farc

Por Luis Jaime Acosta BOGOTÁ (Reuters) - O governo colombiano desautorizou na quinta-feira eventuais intervenções do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, junto às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e criticou o dirigente por chamar os integrantes da guerrilha de irmãos.

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Em seu primeiro ato oficial no cargo, o recém-empossado chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, enviou uma nota de protesto ao governo da Nicarágua, com o qual há meses a Colômbia tem atritos diplomáticos.

Horas antes, a imprensa noticiou que Ortega estaria disposto a receber uma missão de alto nível das Farc.

'O governo colombiano não autoriza nem avaliza nenhuma gestão que pretenda promover o senhor Ortega em relação com uma organização terrorista, neste caso as Farc, pois isso constituiria uma violação ao princípio da não-ingerência nos assuntos internos dos Estados', diz a nota.

'Qualquer atividade que se desenvolva em tal sentido tem de contar com a aprovação do governo da Colômbia', acrescentou.

As Farc manifestaram recentemente sua intenção de se reunir com Ortega, único governante latino-americano que nos últimos tempos não rejeitou a luta armada da guerrilha, como fizeram os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa.

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