Bogotá - O uso de alguns disfarces no recente resgate militar de 15 seqüestrados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não viola princípios do direito internacional humanitário, disse hoje o diretor do escritório de Direitos Humanos do Ministério da Defesa colombiano, coronel Juan Carlos Gómez.

O oficial sustentou que "a utilização de helicópteros brancos e alguns disfarces que pareciam com organizações humanitárias e internacionais para uma operação de resgate não é um ato desleal".

"A intenção não hostil, demonstrada no risco assumido pelos militares de chegar ao local e de resgatar os seqüestrados sem armas, descarta plenamente a possível tipificação da deslealdade", afirmou Gómez, em uma declaração divulgada nas páginas das instituições de Defesa do país.

A Colômbia foi acusada nesta quarta-feira de usar símbolos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na operação que culminou com o resgate da ex-candidata presidencial colombo-francesa Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, admitiu hoje que um militar, por nervosismo, usou um colete com o símbolo do CICV, cuja delegação na Colômbia rejeitou o uso abusivo dos distintivos do organismo.

Gómez assinalou que "no caso desta operação, o uso do estratagema ou da simulação da Operação Especial de mudança dos seqüestrados não foi em nenhum momento um ato desleal, já que o inimigo foi enganado, mas não para a realização de um ato hostil".

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