Colômbia declara situação de emergência por chuvas

Com decisão, governo pode buscar recursos adicionais e tomar ações com força de lei

EFE |

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, decidiu declarar situação de desastre e estado de emergência econômica, social e ecológica, o que lhe permitirá tomar ações com força de lei para responder à crise gerada pela temporada de chuvas que deixou 206 mortos até o momento.

AP
Equipes de resgate procuram sobreviventes no deslizamento de terra
Horas antes de o presidente Santos anunciar a medida, foi realizado o sepultamento coletivo de 11 corpos resgatados do bairro La Estrella, em Envigado, onde no domingo um deslizamento de terra destruiu mais de 50 casas, na pior tragédia da temporada de chuvas.

"Tomaremos esta noite a decisão de, primeiro, declarar a situação de desastre, e, segundo, declarar a emergência econômica, social e ecológica a que se refere o artigo 215 da Constituição, inicialmente por 30 dias, que podem ser prorrogados por até 90 dias", assinalou Santos.

 As medidas foram decididas durante um Conselho de Ministros extraordinário. O estado excepcional de emergência econômica permite ao governo buscar recursos adicionais aos destinados por várias vias, entre elas a criação de novos impostos ou o reajuste de alguns dos já existentes. Santos detalhou que se trabalhará em fases: "a primeira se dedicará ao trabalho humanitário para dar abrigo e comida" e a segunda corresponderá à reabilitação de vias, redes elétricas e zonas agrícolas "A terceira fase - que será a maior e mais ambiciosa de todas - será a de reconstrução, que implicará reerguer tudo o que tiver sido destruído", explicou Santos.

As duas temporadas de chuvas do ano na Colômbia já deixaram 206 mortos, 119 desaparecidos, 246 feridos e 1,61 milhão de desabrigados.

São necessários cerca de quatro trilhões de pesos (US$ 2,116 bilhões) para o atendimento humanitário aos afetados pelas chuvas, segundo a chamada Sala de Crise, que reúne diversas instituições e organismos de socorro e que foi instalada nesta terça-feira em Bogotá pelo ministro do Interior e Justiça, Germán Vargas Lleras.

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