Colômbia dá ajuda médica e logística a resgate de Ingrid

A Colômbia ofereceu nesta quinta-feira helicópteros para facilitar a missão médica humanitária liderada pela França para prestar assistência aos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), dentre os quais se encontra a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, refém da guerrilha há seis anos. O governo colombiano disponibilizou um hospital para cudiar dos reféns.

Redação com agências internacionais |


O comandante das Forças Militares, o general Freddy Padilla de León, disse que os helicópteros poderão servir para o transporte para regiões da selva colombiana dos integrantes da operação humanitária, iniciada na quarta-feira.

"Nós estamos dispostos a ajudar (...), claro que o faremos com muito boa vontade", declarou o general, que disse que os "pilotos colombianos têm bastante experiência em operações na selva".

Padilla de León advertiu que, por se tratar de um meio de transporte militar, a aeronave francesa deverá ter seu centro de operações em uma base militar em qualquer ponto da Colômbia.

Um hospital na província de Guaviare, onde se suspeita que esteja a refém, está praparado para um possível atendimento. O governador de Guaviare, Oscar López, garantiu que as medidas de segurança no aeroporto local e em seus arredores foram reforçadas.

"Há um hospital que está preparado para atendê-la caso seja necessário. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) está encarregado do restante. O importante é que Ingrid Betancourt seja finalmente libertada", disse López.

A missão, liderada pela França, viajou em uma aeronave francesa que chegou hoje a Bogotá, onde continua estacionada. Os enviados pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, esperam que as Farc informem de alguma forma as coordenadas do local ao qual devem se dirigir para atender Betancourt e outros reféns doentes.

O avião chegou às 1h20 e que a missão inclui dois médicos e dois diplomatas. O Falcon 50 partiu na quarta-feira de uma base militar nos arredores de Paris e fez escala na ilha francesa da Martinica durante a noite, antes de seguir viagem à Colômbia, segundo fontes oficiais francesas.

Fontes próximas ao caso em Paris confirmaram à Agência Efe que, até o momento, as Farc não se pronunciaram sobre o acesso da missão humanitária a Betancourt.

A missão tem o apoio de Espanha e Suíça, que formam com a França o grupo de países "facilitadores" que há anos tentam mediar a favor de uma troca humanitária entre os reféns políticos das Farc e guerrilheiros presos. O presidente Uribe se reuniu hoje com representantes diplomáticos dos três países.

As autoridades colombianas, que prometeram suspender as operações militares na zona onde operará a missão, informaram que receberam um pedido da França para aterrissar no aeroporto de San José del Guaviare, no sudeste da Colômbia.

Espanha e França cautelosas

Sarkozy afirmou nesta quinta-feira, em Bucareste, ter notícias sobre a missão lançada pela França, mas se negou a dar detalhes.

Mantendo a mesma atitude, o premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu "máxima prudência" ante esta missão, na qual a Espanha participa junto com a França e a Suíça para tentar libertar os reféns das Farc.

"Devemos ter a máxima prudência para que a missão humanitária possa ser concluída com êxito", afirmou Zapatero em coletiva de imprensa à margem da cúpula da Otan.

"Tenho notícias, mas levando em conta a delicadeza desse tema, não quero dizer nada. A missão já partiu", comentou, laconicamente, Sarkozy durante uma coletiva conjunta com a chanceler alemã Angela Merkel.

Entenda o caso

Ingrid Betancourt, 46 anos, é uma senadora franco-colombiana seqüestrada durante sua campanha à presidência da Colômbia. Ela está em poder das Farc desde 23 de fevereiro de 2002 e é uma das 39 reféns que a guerrilha pretende trocar por 500 insurgentes presos em uma negociação de um acordo humanitário com o governo colombiano.

(Com informações das agências Reuters, EFE e AFP)

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