Colômbia confirma apenas a morte de 'Mono Jojoy' em operação contra as Farc

A morte de "Jojoy" é considerada o golpe mais forte contra as Farc em seus mais de 45 anos de existência

EFE |

O ministro colombiano de Defesa, Rodrigo Rivera, disse nesta quinta-feira que a única morte confirmada na operação das forças de segurança contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) é a do chefe militar do grupo guerrilheiro, Víctor Julio Suárez Rojas, conhecido como "Mono Jojoy".

"Somente temos informação sobre a morte de 'Mono Jojoy'", afirmou Rivera em alusão às informações que foram publicadas na imprensa sobre a suposta morte de Henry Castelhanos Garzón, conhecido como "Romaña", membro da cúpula do grupo guerrilheiro.

"Ainda não temos confirmação", respondeu o ministro em declarações à "Caracol Radio", ao indicar que, com este esclarecimento, evita especular sobre dados que só serão confirmados quando houver certeza.

A informação sobre a morte de "Romaña" surgiu depois que o Exército Nacional da Colômbia a anunciou em seu site, mas pouco depois a informação foi substituída por outra que não o citava, fazendo referência apenas a "Mono Jojoy".

A confusão levou a imprensa a destacar o falecimento de "Romaña" durante a operação "Sodoma", pela qual as Forças Militares e a Polícia Nacional deram o maior golpe às Farc em sua história, ao bombardear o acampamento base de "Jojoy" na serra de La Macarena, no departamento (estado) de Meta, centro do país.

O ministro Rivera indicou que, após uma varredura na região onde aconteceu a operação, foram recolhidos 20 computadores e 68 unidades de armazenamento portáteis, onde as forças de segurança acreditam que "há importantes informações", que serão analisadas por especialistas em inteligência do Estado.

Rivera acrescentou que, entre os sete corpos recuperados até o momento, está o de uma mulher, mas não corresponde à holandesa Tanja Nijmeijer, conhecida como "Eillen", que ingressou há mais de cinco anos às fileiras das Farc e era próxima de "Mono Jojoy". Parte da imprensa também tinha especulado a possibilidade da morte de "Eillen", assim como de outro guerrilheiro, conhecido como "Carlos Antonio Lozada".

De acordo com o ministro, no local da operação foram encontradas quatro toneladas de alimentos e 13 acampamentos que circundavam o "coração estratégico das Farc, a 'toca' de 'Mono Jojoy'", em alusão ao campo base da guerrilha.

A morte de "Jojoy" é considerada o golpe mais forte contra as Farc em seus mais de 45 anos de existência, inclusive superior à de Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes", segundo o comando da guerrilha, ocorrida após um bombardeio colombiano a um acampamento no Equador em 1º de março de 2008.

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