Colômbia condiciona diálogo com Farc no Brasil a fim de crimes

Bogotá, 29 abr (EFE).- O Governo colombiano condicionou hoje uma possível negociação para um acordo humanitário com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território brasileiro ao fim de ações criminosas da guerrilha, segundo o comissário de paz, Frank Pearl.

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Segundo Pearl, por enquanto a hipótese não está sendo considerada. O comissário disse que depois que as Farc cessarem as hostilidades por um período de "quatro meses", outros temas começarão a ser avaliados.

"Quando isso acontecer, nós avaliaremos o resto, ou seja, este tema de ser o Brasil ou não, ou onde e como se pode pensar e definir essa condição básica", esclareceu Pearl, em declarações à emissora de rádio "La FM".

"A Colômbia tem interesse em alcançar a paz, nós dissemos, e o presidente (Álvaro Uribe) também, que a segurança não é um fim por si só, mas um meio para alcançar a paz. Caso se dêem certas condições, o Governo anteciparia uma negociação", disse.

A principal condição colocada pelo comissário de paz é que ocorram "quatro meses de cessação de ações criminosas" e então "o Governo estaria disposto a antecipar uma negociação honesta, generosa e efetiva".

"É muito importante seguir por passos, primeiro esperemos para ver se as Farc realmente têm a vontade de fazer um diálogo sob essas condições e que o demonstrem, e uma vez que isso ocorra, falaremos de outros temas como este", acrescentou, em alusão à eventual criação de uma zona neutra no Brasil.

O comissário também defendeu a decisão do presidente Uribe de excluir a senadora Córdoba da gestão para a libertação do soldado Pablo Emilio Moncayo, sequestrado pelas Farc há mais de 11 anos.

"Aqui não pode haver um espetáculo como se as Farc estivessem fazendo um favor ao país (...), eles têm a obrigação de devolver essas pessoas sem se aproveitar publicitariamente", precisou.

Assim ele explicou as razões pelas quais Córdoba, que intermediou na libertação de 12 reféns, não poderá intervir no caso Moncayo, cuja libertação foi anunciada pelas Farc sob a exigência da participação da legisladora no processo. EFE fer/rr

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