Colômbia comemora libertação de reféns das Farc

Por Javier Mozzo Peña BOGOTÁ (Reuters) - Lágrimas e felicidade se espalhavam entre os familiares dos 15 reféns resgatados na quarta-feira pelo Exército colombiano, entre os quais a franco-colombiana Ingrid Betancourt e três norte-americanos, que ficaram por anos nas mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Reuters |

Os reféns, que integram um grupo de sequestrados com fins políticos para serem trocados pelas Farc, foram resgatados em uma operação militar realizada em uma área de mata do Departamento de Guaviare (sudeste do país).

'Estou cheia de felicidade, não vejo a hora de abraçar a minha irmã. Foram muitos anos de espera', afirmou, em meio a soluços, Astrid Betancourt à rádio RCN.

O filho de Ingrid, Lorenzo Delloye, afirmou à rede de televisão RCN: 'quero dizer que hoje é o dia mais feliz da minha vida... quero dizer a ela que a amo com todo o meu coração. Saber que minha mamãe está livre, é um momento de incrível felicidade.'

O estado de saúde dos reféns libertados é relativamente bom, afirmou o ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, em uma entrevista coletiva na qual anunciou o resultado da operação militar --na qual também foram presos dois guerrilheiros encarregados de guardar os prisioneiros.

'Estamos chorando de felicidade (...) Você não sabe como estamos felizes', afirmou Ricardo Malagón, sobrinho de um dos militares libertados na operação Xeque.

Carros e caminhões nas ruas da capital colombiana e nas estradas que conduzem à base militar onde serão apresentados os libertados, no sul de Bogotá, buzinavam e os seus ocupantes agitavam bandeiras da Colômbia.

'Tenho muita alegria, como todos os colombianos. Temos que reconhecer que foi uma operação exitosa e vamos ter a possibilidade de ter essas pessoas entre nós', acrescentou o ex-presidente Ernesto Samper.

O primeiro esposo de Ingrid Betancourt, Fabrice Delloye, lembrou dos familiares de reféns mortos nas mãos de membros das Farc quando pretendiam ser resgatados pelas Forças Militares.

'Estou muito feliz, com uma alegria impressionante, mas ao mesmo tempo pensando em todas as famílias da Colômbia que sofreram a dor do sequestro', disse Delloye à rádio Caracol.

'Penso nas famílias dos deputados, nas famílias do ministro Echeverry, do governador Gaviria, dos militares que desapareceram no cativeiro', acrescentou.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG