Colômbia calcula que chuvas deixarão mais de 2 milhões de desabrigados

O número estimado de desabrigados pelas chuvas supera o de vítimas do terremoto no Eixo, em janeiro de 1999

EFE |

O governo colombiano calcula que no final da temporada de chuvas haverá mais de dois milhões de desabrigados e, por isso, buscará os mecanismos jurídicos para adotar um estado de exceção e arrecadar recursos financeiros para atender 28 dos 32 departamentos, que estão em situação de emergência.

"Calcula-se que haverá mais de dois milhões de desabrigados", disse o presidente Juan Manuel Santos após visitar vários municípios no norte do país afetados pelas chuvas, que já causaram 174 mortes e deixaram 1,6 milhão de desabrigados, 19 desaparecidos e 225 feridos.

Segundo Santos, o número estimado de desabrigados pelas chuvas supera o de vítimas do terremoto no Eixo Cafeicultor (oeste), que em janeiro de 1999 deixou mais de 250 mil pessoas desabrigadas e 4 mil feridos. "Isto nunca tinha acontecido em nossa história e por isso temos que responder com tudo o que temos em momentos de adversidade, e isso estamos fazendo", declarou Santos.

O governante lamentou a perda de vidas e expressou suas condolências aos familiares de dois policiais que morreram nas últimas horas no centro do país enquanto atendiam uma emergência por deslizamento. Para Santos, o mais urgente é que se possa ajudar os desabrigados de todo o país e embora tenha se declarado satisfeito por tudo o que foi feito até agora, admitiu que a situação ultrapassou "a capacidade do Estado para atendê-los imediatamente".

Apesar do panorama obscuro, Santos se disse confiante de que o país seguirá adiante após a tragédia porque "o povo colombiano cresce em meio à adversidade". O governante indicou que as ajudas internacionais já estão chegando e ressaltou que o país "precisa de mais".

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