Colômbia aponta complô das Farc para matar ministro da Defesa

Por Luis Jaime Acosta BOGOTÁ (Reuters) - As Forças Armadas da Colômbia descobriram um plano da guerrilha Farc para assassinar o ministro da Defesa do país, Juan Manuel Santos, provavelmente com um carro-bomba, no que seria uma vingança pela morte de um líder rebelde, disse na quinta-feira o diretor da Polícia Nacional, general Oscar Naranjo.

Reuters |

'O ministro virou uma obsessão para eles', disse Naranjo à Reuters, referindo-se às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). De acordo com os dados obtidos pela inteligência militar, a guerrilha teria destinado mais de 300 mil dólares para executar o ataque em Bogotá.

'Temos evidência certa de que o secretariado deu ordem para assassinar o senhor ministro da Defesa. Temos certeza total de que terroristas procedentes das Planícies Orientais e do vale do Cauca chegaram à cidade de Bogotá', disse ele.

Os envolvidos, segundo Naranjo, teriam chegado a realizar trabalhos de perseguição e investigação para traçar as rotas de Santos até sua casa, o ministério e outros lugares que freqüenta.

O plano seria uma vingança pela morte do dirigente rebelde Raúl Reyes, vítima de um bombardeio colombiano no começo de março num acampamento das Farc na selva equatoriana.

O complô foi divulgado durante uma conferência em que a polícia apresentou à imprensa Gustavo Cardona, o 'Santiago', integrante das Farc acusado de envolvimento no sequestro de 12 deputados departamentais em abril de 2002 na cidade de Cali, dos quais 11 foram mortos no cativeiro.

Em dezembro, a polícia anunciou ter evitado um plano da guerrilha para sequestrar os dois filhos do presidente Álvaro Uribe, responsável por uma ofensiva militar contra as Farc.

Sob o comando de Santos no ministério, as Forças Armadas colombianas mataram vários dirigentes das Farc, como Tomás Medina Caracas, Martín Caballero e Jota Jota, além do próprio Raúl Reyes.

Outro importante líder da guerrilha, Iván Rios, foi assassinado por seus subordinados, que queriam receber uma recompensa do governo.

Político de longa trajetória em cargos públicos, Santos admite que pretende chegar a presidente, possivelmente como sucessor imediato de Uribe em 2010. Como ministro, ele também é responsável pelo combate ao narcotráfico.

REUTERS FM

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