exclusiva do Governo - Mundo - iG" /

Colômbia afirma que política externa é exclusiva do Governo

Bogotá, 8 ago (EFE).- O Governo colombiano lembrou que os assuntos de política externa são exclusivos do presidente e da Chancelaria, o que teve o apoio hoje dos governadores dos departamentos fronteiriços com a Venezuela, que rejeitaram o convite do líder venezuelano, Hugo Chávez, para dialogar sobre as tensões entre os dois países.

EFE |

"A Constituição Nacional é expressa: as relações externas são de exclusiva competência do senhor presidente da República e do chanceler", afirmou o Ministério do Interior e de Justiça da Colômbia, em comunicado, emitido por volta da meia-noite da sexta-feira.

"Portanto, nenhum funcionário de nível nacional, departamental, municipal ou local poderá antecipar gestão que viole este preceito constitucional", afirma o comunicado.

A nota oficial é divulgada depois que Chávez manifestou nas últimas horas que estava disposto a receber diferentes setores da Colômbia, para tratar o tema das relações entre os dois países.

Os governadores dos departamentos colombianos do Norte de Santander e de Arauca disseram hoje que as relações internacionais são gestão do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e não aceitaram a convocação de Chávez, que os convidou a dialogar sobre as tensões dos dois países.

Em declarações a rádios locais, o governador do Norte de Santander, William Villamizar, disse que a gestão das relações entre Colômbia e Venezuela está nas mãos de Uribe.

Além disso, disse que "devemos entender que é uma crise existente entre os dois países, que normalmente deve ser resolvida pela via diplomática e, se for possível, com mediação internacional".

Explicou que, de qualquer forma, se o Governo central considerar que é útil um deslocamento a território venezuelano, está disposto a viajar.

O governador de Arauca, Luis Eduardo Ataya, disse que ele, particularmente, não tem "nada, absolutamente, nada a conversar com ele (Hugo Chávez) diretamente".

Acrescentou que os problemas entre Bogotá e Caracas devem ser conduzidos diretamente pelo presidente colombiano e pela Chancelaria.

Caracas congelou as relações diplomáticas e comerciais com a Colômbia, após manifestar seu desacordo com a negociação entre Washington e Bogotá, que permitiria o uso por tropas americanas de sete bases militares colombianas, e devido ao suposto desvio de armas da Venezuela às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

No entanto, em uma surpreendente determinação tomada nas últimas horas, Chávez ordenou que o embaixador da Venezuela na Colômbia, Gustavo Márquez, voltasse a Bogotá. EFE ocm/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG