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Colômbia acusa Telesur de fazer propaganda para Farc

Florencia (Colômbia), 30 mar (EFE).- O Governo colombiano acusou hoje que o canal Telesur de fazer propaganda para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ao divulgar imagens do refém Pablo Emilio Moncayo pouco antes de ser libertado.

EFE |

"O canal deve explicar ao país porque estava em um ponto do território colombiano em companhia de guerrilheiros das Farc", afirmou o alto comissário para a paz da Colômbia, Frank Pearl, no aeroporto da cidade de Florencia, para onde Moncayo foi levado após solto.

As primeiras imagens da "Telesur" mostram Moncayo impaciente pela chegada da missão humanitária, que teve participação de militares brasileiros, para resgatá-lo na selva do sul da Colômbia.

"Dentro dos acordos que foram feitos com a missão humanitária está o de não usar câmeras de vídeo ou foto para evitar a divulgação de imagens durante a operação de libertação", afirmou Pearl.

O canal "Telesur" disse hoje que divulgou imagens do sargento, antes e após ser libertado, depois de "receber" dois vídeos em sua "mesa de redação", sem dar, porém, mais detalhes sobre a procedência do material.

O canal de TV, com sede em Caracas, diz que transmitiu apenas as imagens do "primeiro vídeo enviado" a sua mesa.

Em comunicado, a "Telesur" diz que seus funcionários se preocupam que a "irresponsável" acusação do Governo colombiano busque "estigmatizar" o trabalho da emissora e que isso "atente contra a segurança" de seu pessoal num país onde, segundo o canal, existe um elevado número de jornalistas assassinados e violações dos direitos humanos.

O Governo colombiano "deveria apurar os fatos antes de apontar", disse à "Telesur" em Florencia Liliana Solano, integrante da organização Colombianas e Colombianos pela Paz (CCP), movimento liderado pela senadora e mediadora perante as Farc, Piedad Córdoba.

Sobre a polêmica, Córdoba assinalou hoje que no lugar da entrega de Pablo Emilio Moncayo não viu câmeras do canal "Telesur".

"O certo é que nós não nos demos conta disso, em todas as oportunidades a guerrilha sempre tem uma câmera para filmar o que está acontecendo. Nós não vimos câmeras da 'Telesur', nem absolutamente nada", disse a senadora. EFE ac/rr

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