Colisão entre dois navios americanos no estreito de Ormuz

Um submarino movido a propulsão nuclear e uma embarcação anfíbia da Marinha de guerra americana colidiram nesta sexta-feira em águas estratégicas do estreito de Ormuz, deixando 15 feridos sem gravidade, anunciou a V frota americana.

AFP |

"A colisão entre o USS Hartford (o submarino SSN 768) e o USS New Orleans (barco anfíbio LPD 18) ocorreu por volta de 01h00 local (17h30 de quinta-feira de quinta-feira)", declarou o comando da frota baseada no Bahrein em um comunicado.

"Quinze marinheiros do Hartford ficaram levemente feridos e retomaram seus postos. Ninguém no New Orleans ficou ferido", indicou o texto.

O estreito de Ormuz, situado na entrada do Golfo entre Omã, na Península Arábica, e no Irã, na margem oposta, é uma via marítima estratégica por onde transita cerca de 40% do petróleo mundial.

Não supera cem quilômetros em seu trecho mais largo.

A colisão provocou uma ruptura na altura do reservatório de combustível do New Orleans, o que causou o derramamento de 25.000 galões (cerca de 95.000 litros) de diesel, segundo o comunicado.

Os dois navios continuam capazes de se deslocar por seus próprios meios e os danos estão sendo examinados, acrescenta o texto.

O USS Hartford é um submarino movido a propulsão nuclear de 110 metros de comprimento e 6.900 toneladas. Tem capacidade para 12 oficiais e 116 marinheiros.

O New Orleans tem 208.5 m de comprimento e 24.900 toneladas, com capacidade para 361 homens, sendo 28 oficiais.

As embarcações acidentadas executavam operações de rotina, de acordo com o comunicado.

A V frota do Bahrein patrulha uma área de cerca de 19,4 milhões de quilômetros quadrados que vai do leste da África ao Oriente Médio e ao sudoeste asiático.

O Irã advertiu em diversas ocasiões que poderia fechar o estreito de Ormuz em caso de ataque as suas instalações nucleares.

Vários países ocidentais, com os Estados Unidos à frente, suspeitam que Teerã queira produzir uma bomba atômica, sob o pretexto de desenvolver um programa nuclear civil.

Eles exigem a suspensão do programa de enriquecimento de urânio, o que o Irã recusa categoricamente, afirmando que seus objetivos não são militares.

Os Estados Unidos, assim como Israel não descartaram ataques à República Islâmica.

O presidente americano Barack Obama, no entanto, está disposto a dialogar com o Irã, tomando a iniciativa histórica de se dirigir diretamente aos líderes desse país, ao qual propôs superar trinta anos de relações hostis em uma mensagem divulgada em ocasião do ano novo persa na quinta-feira.

O Irã recebeu essa mensagem "favoravelmente", ressaltando que espera dos Estados Unidos atos concretos para reparar seus "erros passados".

ak/dm

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