Cólera se espalha por áreas rurais do Zimbábue

Genebra, 10 fev (EFE).- Organizações internacionais afirmam que, após crescer nos arredores da capital harare, o surto de cólera que já matou 3.

EFE |

400 pessoas se espalha nas áreas rurais do Zimbábue, de acesso muito mais difícil e onde as condições de saneamento e médicas são piores do que nas cidades, o que chuvas podem agravar.

Além disso, os representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) alertam que a epidemia começa a se transformar em regional, ao serem detectados casos em Moçambique, Malauí, Zâmbia e África do Sul.

Outro problema-extra é que a estação chuvosa começou, o que pode favorecer a propagação da doença, que já está totalmente fora de controle, com 70 mil infectados.

A taxa de mortalidade se mantém em torno de 5%, cinco vezes maior do que 1%, limite no qual a doença é considerada controlável, segundo padrões médicos.

Embora as entidades não queiram dar números exatos nem fazer prognósticos, acreditam que, em poucas semanas, os casos podem passar de 100 mil.

As organizações disseram ainda que, sem dinheiro, podem abandonar seus programas de assistência no Zimbábue.

O porta-voz da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV), Paul Conneally, disse que a entidade recebeu somente 45% dos US$ 9 milhões solicitados em 23 de dezembro e afirmou que corre o risco de ter que abandonar as operações se não receber o resto.

"Se não recebermos os fundos suplementares em quatro semanas, não teremos opção além de encerrar nossas atividades", advertiu em entrevista coletiva.

Até agora, a epidemia de cólera matou 3.400 pessoas e contagiou mais de 70 mil.

Segundo Dominique Legros, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma reunião na quinta-feira com os países doadores, a resposta destes foi "decepcionante".

"É uma crise maior e não conseguimos financiamento. É incrível que não possamos financiar essas operações", lamentou.

Além da epidemia de cólera, o Zimbábue tem um desemprego de 80%, hiperinflação na casa dos milhões por cento e uma crise política sem precedentes, fazendo com que 7 milhões de seus habitantes dependam do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para comer. EFE mh/jp

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