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Cólera pode causar catástrofe no Zimbábue em alguns dias, diz Cruz Vermelha

Genebra, 16 dez (EFE).- A crise sanitária criada no Zimbábue pela epidemia de cólera que já causou 978 mortes será catastrófica em poucos dias caso não seja contida imediatamente, advertiu hoje a Cruz Vermelha.

EFE |

"Caso não façamos algo atualmente a situação se tornará catastrófica e ficará totalmente fora de controle", declarou Matthew Cochrane, da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV).

"Mantemos negociações muito delicadas com o Governo do Zimbábue para que nos dê o espaço necessário para que possamos atuar com eficiência", afirmou.

Entretanto, tanto a FICV como um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) disseram que no Zimbábue do presidente Robert Mugabe se sobrepõem numerosas dificuldades que se juntam à própria crise sanitária provocada por esta doença.

"Não devemos esquecer que, antes que explodisse a epidemia de cólera, já havia uma grave crise de alimentos", declararam as fontes.

"Uma vítima de cólera pode ser curada em cerca de 48 horas com o tratamento necessário, mas quando a pessoa leva 4 ou 5 dias quase sem comer a doença se agrava", declarou Cochrane.

Por outro lado, a gravíssima crise econômica que atinge o país afeta com força o sistema de saúde, que está totalmente paralisado.

Em muitos hospitais quase não há médicos ou enfermeiras. Muitos deles não recebem seus salários há muito tempo, pois os bancos têm escassez de fundos e os trabalhadores nem sequer têm dinheiro para pagar o transporte que os leva para o trabalho, acrescentou.

Além disso, disse o porta-voz, "coisas tão simples como encontrar combustível para os veículos se transformam em uma dificuldade no Zimbábue. A logística é muito difícil".

Por tudo isto, e apesar de a Cruz Vermelha do Zimbábue contar com cerca de 30.000 voluntários em todo o país, a epidemia se espalha.

Segundo os últimos dados divulgados pelo escritório de ajuda humanitária da ONU (OCHA), desde agosto o número de casos de cólera no Zimbábue aumentou para 18.413.

Deles, 978 pessoas morreram, o que representa uma percentagem de mortalidade de 5,3%, um número muito acima do que as agências sanitárias consideram como controlável. EFE vh/fal

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