Cólera já matou 774 pessoas no Zimbábue

Um total de 774 pessoas morreram em uma epidemia de cólera no Zimbábue e os números estão crescendo diariamente, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira.

Redação com agências internacionais |

A porta-voz da OMS, Fadela Chaib, disse que o dado mais recente --quase 200 a mais que os 589 mortos registrados na terça-feira -- são do período até 8 de dezembro. "Os números estão mudando todos os dias", acrescentou ela.

De acordo com o balanço, os casos de cólera no país africano chegam a 15.572. O saldo anterior da epidemia de cólera no Zimbábue registrava 589 mortos e 13.960 casos.

A doença, que se propaga pela água, afeta nove das 10 províncias do país, informou a porta-voz do OCHA, Elisabeth Byrs.

Moçambique adota medidas

Na terça-feira, as autoridades sanitárias de Moçambique adotaram medidas para impedir a propagação da epidemia de cólera que, e m novembro, matou mais de 50 moradores da província de Manica, no interior do país, a poucos quilômetros da fronteira com o Zimbábue.

As autoridades sanitárias da região decidiram instalar três centros de atendimento hospitaleira provisórios nos postos fronteiriços de Machipanda e Chipungaberra, e no povoado de Barué, e obrigar os viajantes procedentes do país vizinho a tomar medidas higiênicas.

Fontes médicas advertem que com a afluência de imigrantes zimbabuanos em Moçambique a epidemia de cólera pode se propagar a qualquer momento.


A falta de água potável levou centenas à morte no Zimbábue / AP

Segundo um funcionário de imigração, a cada dia pelo menos 300 cidadãos do Zimbábue atravessam a fronteira e se adentram nas províncias moçambicanas de Sofala e Manica, para conseguir nos mercados os alimentos que não podem encontrar em seu país ou encher seus veículos de combustível.

O alcance da epidemia de cólera no Zimbábue levou o médico chefe da província de Sofala, Isaias Ramiro, a assinalar que os funcionários sanitários da região estão em "alerta máximo" e tomando medidas para poder reagir perante uma eventual surto da doença.

Epidemia

A doença cresceu em setembro, e embora tenha começado a se manifestar em Harare, espalhou-se por todo o Zimbábue.

As principais cidades do país enfrentam a uma grande falta de água, causada pela incapacidade do governo para torná-la potável e por defeitos na manutenção das depuradoras.

Veja o infográfico abaixo:

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