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Cólera é um ataque bacteriológico britânico, diz ministro do Zimbábue

Harare, 13 dez (EFE).- O ministro da Informação zimbabuano, Sikhanyiso Ndlovu, acusou o Governo britânico de utilizar deliberadamente o cólera como uma arma de guerra bacteriológica para justificar uma invasão militar no Zimbábue, informou hoje o jornal governamental The Herald.

EFE |

Pelo menos 792 pessoas morreram e 16.700 foram atingidas pelo surto de cólera, detectado no Zimbábue no início deste ano e que se intensificou em agosto, segundo números recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ndlovu, que qualificou a epidemia como uma "arma de guerra biológica e química muito séria", afirmou que o Reino Unido pretendia "exterminar o povo do Zimbábue" e "derrubar o presidente Robert Mugabe".

"O cólera é um ataque racista calculado sobre o Zimbábue pela potência colonizadora, que conseguiu o apoio de seus aliados americanos e ocidentais para invadir nosso país", disse o ministro.

Segundo os organismos de ajuda humanitária, a causa da epidemia é a falta de investimento e manutenção por parte do Governo tanto da rede de águas e esgoto, quanto das estruturas de saúde do Zimbábue, em péssima situação há anos.

No entanto, o Executivo de Harare afirma que as sanções impostas pelo Ocidente sobre Mugabe são as que impediram que o Governo recuperasse as infra-estruturas danificadas e importasse produtos químicos para tratar a água.

Na quinta-feira passada, Mugabe anunciou, em declarações televisionadas, que a epidemia de cólera tinha sido controlada e reiterou suas denúncias sobre os Estados Unidos e o Reino Unido, aos quais acusa de querer invadir o Zimbábue com a desculpa de controlar a doença.

Na sexta-feira, o embaixador americano no Zimbábue, James McGee, acusou o regime de Mugabe de "abdicar a sua responsabilidade básica de proteger o povo zimbabuano", no momento em que o país enfrenta uma crise humanitária de enormes proporções.

Além disso, McGee desafiou os líderes do Zimbábue a "deixar de lado sua avareza pessoal e destinar um quarto do que os EUA e outros doadores destinarão este ano às necessidades humanitárias do Zimbábue".

Além disso, os vizinhos África do Sul e Moçambique, para onde a maioria dos zimbabuanos emigra em busca de melhores condições de vida, declararam o estado de emergência nas regiões fronteiriças.

EFE rt/an

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