Colégios mexicanos vão continuar fechados até 6 de maio devido à gripe suína

México, 25 abr (EFE).- O Governo do México anunciou hoje que os colégios da capital do país permanecerão sem aulas até o próximo dia 6 de maio, devido ao surto de gripe suína, embora tenha esclarecido que a atividade econômica será mantida com normalidade, salvo em alguns casos.

EFE |

Em entrevista coletiva o ministro da Educação, Alonso Lujambio, informou que apesar da interrupção das aulas desde esta sexta-feira "o ciclo escolar será cumprido" na Cidade do México e no vizinho estado do México.

A medida afeta cerca de 7,5 milhões de estudantes e 420 mil professores distribuídos em 30 mil escolas.

Por sua vez, o ministro da Economia, Gerardo Ruiz, disse também em uma coletiva que "não serão suspensas as atividades econômicas por causa da epidemia detectada", que até o momento deixou 20 mortos, embora o número de mortes suspeitas chegue a 81 e das pessoas hospitalizadas com sintomas a 1.324.

Ruiz pediu às principais patronais do país para "harmonizar" as ações preventivas das medidas sanitárias "com a necessária continuidade da atividade produtiva".

No mesmo ato o ministro do Trabalho, Javier Lozano, recomendou aos empresários avisar à Secretaria (Ministério) de Saúde no caso de que algum trabalhador apresente algum sintoma e contar com um plano de contingência se o problema se agravar, além de manter serviços higiênicos adequados.

Os sintomas da gripe suína, um variante da tradicional cepa H1N1 que sofreu mutação dos porcos para os humanos, são febre superior a 39 graus, que se apresenta de maneira repentina, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e de articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Recomenda-se a utilização de máscara, não cumprimentar com a mão nem com beijo e evitar as aglomerações de pessoas, entre outros conselhos.

Lozano pediu "flexibilidade" aos empresários para com os trabalhadores com filhos que não tenham com quem deixá-los, tanto para permitir algum atraso como para evitar sanções ao funcionário que não pode ir ao trabalho. EFE rac/ma

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