Colégios eleitorais abrem para eleições na Renânia do Norte-Vestfália

Berlim, 9 mai (EFE).- Os colégios eleitorais da Renânia do Norte-Vestfália (oeste da Alemanha) abriram hoje às 8h (hora local, 3h de Brasília) para as eleições regionais deste "Land" (estado), o mais povoado do país e onde governa desde 2005 uma coalizão de centro-direita.

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Berlim, 9 mai (EFE).- Os colégios eleitorais da Renânia do Norte-Vestfália (oeste da Alemanha) abriram hoje às 8h (hora local, 3h de Brasília) para as eleições regionais deste "Land" (estado), o mais povoado do país e onde governa desde 2005 uma coalizão de centro-direita. Cerca de 13,3 milhões de eleitores, do total de 18 milhões de habitantes foram convocados às urnas, no que se considera o primeiro grande teste eleitoral da Alemanha desde a reeleição da chanceler Angela Merkel, em setembro do ano passado. As pesquisas apontam para uma perda da maioria para a atual coalizão de Governo renana, integrada pela União Democrata-Cristã (CDU e o Partido Liberal (FDP)), a mesma aliança do Governo de Merkel em Berlim. As últimas previsões apontam uma luta cabeça a cabeça entre o primeiro-ministro, o conservador Jürgen Rüttgers, e a candidata do Partido Social-Democrata, Hannerole Kraft, que luta para reconquistar o controle do que até 2005, e durante décadas, foi reduto tradicional de sua legenda. Os prognósticos apontam que a CDU de Rüttgers e o FDP somarão 43 pontos, enquanto o SPD e os Verdes devem ficar com 47% dos votos, o que implicaria que, no caso de a Esquerda obter cadeiras, nenhum dos dois blocos tradicionais terá a maioria necessária. As causas desta eventual perda de votos para a coalizão, segundo os analistas, são a má imagem do Governo de Berlim, criada pelas persistentes diferenças entre a CDU e o FDP em matéria fiscal, assim como as hesitações perante a crise grega de Merkel, o que provocou uma queda em sua popularidade. Entre as possíveis alternativas ao Governo de centro-direita se ventilam desde uma grande coalizão, entre a CDU e o SPD, a uma frente entre social-democratas, Verdes e a Esquerda, ou também uma aliança entre a CDU e os Verdes. Qualquer destas alianças, diferentes da atual de centro-direita, implicaria para a coalizão de Merkel em Berlim o perigo de perda da maioria na câmara alta, o Bundesrat, a cuja ratificação se submete 70% das leis. EFE gc/ma

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