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COI diz que Jogos vão superar crise com tocha olímpica

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, disse nesta quinta-feira que os Jogos Olímpicos de Pequim vão superar a crise provocada pelos protestos que têm acompanhado a passagem da tocha olímpica em quase todas as cidades de seu roteiro. Em um encontro com representantes de comitês olímpicos nacionais na capital da China, Pequim, Rogge disse que os representantes desses comitês deveriam assegurar a seus países e seus atletas que os Jogos de Pequim irão se realizar com sucesso.

BBC Brasil |

"Digam a eles que não percam a fé", afirmou Rogge. "Digam a eles que irão dar um exemplo e que o mundo estará observando."
"Nós temos 120 dias para conseguir isso e eu estou certo de que será um sucesso", disse.

San Francisco
Nesta quarta-feira, a passagem da tocha olímpica por San Francisco, a única cidade dos Estados Unidos incluída no roteiro do revezamento da chama, foi marcada por protestos contra a China e muita confusão.

Um forte esquema de segurança foi montado na cidade para para ver a passagem da tocha, com dezenas de policiais cercando os atletas que participaram do revezamento.

A rota foi completamente mudada na última hora, em meio às manifestações, tanto pró-Tibete como pró-China.

Milhares de pessoas esperaram por diversas horas a passagem da tocha. No entanto, logo depois de ser acesa, a tocha foi levada para dentro de um depósito na zona portuária.

A tocha reapareceu uma hora depois, em outro ponto da cidade. Ela foi levada em um carro a um novo ponto de partida, longe dos manifestantes, onde foi entregue a dois corredores, que iniciaram então o trajeto, sob um forte esquema de segurança.

Além de ativistas pró-independência do Tibete, também marcaram presença grupos pró-Mianmar, ativistas pela defesa dos direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, e uma coalizão de grupos de pressão que protestam contra o que afirmam ser uma falta de firmeza do governo chinês em relação ao Sudão, devido aos conflitos na região de Darfur.

Roteiro
O chama olímpica foi acesa em Olímpia, na Grécia, no dia 24 de março, em uma cerimônia também marcada por protestos de ativistas pró-Tibete.

A tocha deverá passar por um total 20 países até chegar a Pequim, no dia 8 de agosto, durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.

Até agora, apenas em duas cidades pelas quais a tocha passou, Almaty (Casaquistão) e São Petersburgo (Rússia), não houve protestos.

A passagem da tocha foi marcada por protestos em Atenas, Istambul, Paris e Londres.

Na noite desta quinta-feira a tocha deverá chegar a Buenos Aires, única cidade da América do Sul prevista no roteiro.

O governo da capital argentina já anunciou que destinará 1,2 mil policiais federais para garantir a segurança durante passagem da tocha.

Bush
Os protestos que acompanham o trajeto da tocha olímpica foram provocados pela repressão chinesa a manifestações no Tibete, iniciadas em março.

Segundo grupos de tibetanos no exílio, as forças de segurança chinesas teriam matado dezenas de manifestantes durante os protestos contra a dominação chinesa, que começaram no Tibete e se espalharam por várias regiões da China.

O governo chinês, no entanto, afirma que o número de mortos nos protestos foi de 19 pessoas.

Nesta quarta-feira, em Washington, o pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama disse que o presidente George W. Bush deveria boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim.

Na segunda-feira, sua rival, Hillary Clinton, já havia pedido que o presidente americano não comparecesse à cerimônia na capital chinesa.

Clinton elogiou a decisão do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que nesta quarta-feira confirmou que não vai comparecer à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. No entanto, Brown deverá participar do encerramento.

No Congresso americano, a Câmara dos Representantes aprovou, por 413 votos contra um, uma resolução criticando a resposta "extrema" do governo chinês aos protestos no Tibete.

A resolução pede que a China liberte os tibetanos presos "depois de manifestações pacíficas" e permita que jornalistas e observadores internacionais tenham acesso irrestrito ao Tibete.

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