Cobos, Reutemann e Macri entram na corrida de presidenciáveis argentinos

O ex-piloto de Fórmula Um Carlos Reutemann, o prefeito de Buenos Aires Mauricio Macri, e o vice-presidente Julio Cobos entraram na corrida como presidenciáveis para as eleições de 2011, depois do resultados das legislativas de domingo.

AFP |

O senador Reutemann, do peronismo dissidente, se impôs na província de Santa Fé (quarto distrito no centro-leste do país) a uma aliança de socialistas e liberais, o que colocou seu nome entre os possíveis candidatos a suceder a presidente Cristina Kirchner.

O ex-piloto de 67 anos rompeu com o Governo em fevereiro por não concordar com a política agrária oficial, em meio a uma dura batalha dos agricultores com Cristina Kirchner, devido a um projeto de aumento dos impostos sobre as exportações de soja, o que desgastou a presidente e provocou uma fuga de aliados.

Reutemann lançou-se à política em 1991 pelas mãos do ex-presidente peronista neoliberal Carlos Menem e governou por duas vezes em Santa Fé, além de cumprir dois mandatos de senador nacional, o último deles renovado nestas eleições.

Macri, empresário de direita de 50 anos que governa a cidade de Buenos Aires desde 2007, e cuja candidata nas legislativas, Gabriela Michetti, ganhou nesse distrito, também renovou as esperanças para as presidenciais. O distrito é o segundo del país e Michetti conseguiu uma importante margem de votos, segundo a contagem oficial.

Macri se viu também beneficiado pela extraordinaria eleição de seu sócio político, o magnata Francisco De Narváez, na província de Buenos Aires, a que possui quase 40% do total de eleitores.

A figura do vice-presidente Cobos, da opositora União Cívica Radical (UCR, social-democrata), e ex-aliado dos Kirchner, renovou forças com a vitória de seus candidatos na província de Mendoza (oeste), de onde veio, com quase 50% dos votos.

Cobos, um engenheiro civil de 54 anos, havia deixado a UCR para aliar-se a Kirchner nas eleições de 2007. Mas se afastou em 2008, depois de fazer fracassar no Congresso, com seu voto estratégico, o projeto de lei sobre o aumento impulsionado pelo Governo da cobrança de impostos sobre as milionárias exportações de alimentos no país, em meio à revolta dos agricultores, o que o transformou em político popular.

bur-lt/sd

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