Coalizão opositora no Iraque obtém maior número de cadeiras

Bagdá, 26 mar (EFE).- A coalizão opositora iraquiana liderada pelo ex-primeiro-ministro iraquiano Ayad Allawi se tornou hoje a aliança política com maior número de cadeiras no novo Parlamento iraquiano, com 91 cadeiras das 325 que estavam em disputa.

EFE |

Em segundo lugar ficou a coalizão dirigida pelo primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, com 89 cadeiras, segundo os resultados finais das eleições de 7 de março anunciados hoje pela Comissão Eleitoral.

Em terceiro lugar ficou a Aliança Nacional Iraquiana (ANI), integrada por grupos políticos xiitas, com 68 cadeiras, enquanto a atual coalizão governante na região autônoma do Curdistão iraquiano conseguiu a quarta posição, com 38 cadeiras.

Os dados são ainda provisórios e têm de ser ratificados pela Corte Suprema. Os partidos políticos, além disso, têm três dias de prazo para apresentar apelações.

De acordo com esses dados, nenhuma aliança política conta com as cadeiras suficientes para governar sozinho, por isso será necessário recorrer a coalizões políticas para chegar ao Governo.

Os dados foram divulgados por responsáveis da Comissão Eleitoral em entrevista coletiva.

As autoridades eleitorais deram as cadeiras que correspondiam a cada partido em cada uma das 18 províncias iraquianas, sem divulgar no final o resultado de cada aliança política ou a composição final do Parlamento.

Apenas em Bagdá, o maior distrito eleitoral, a coalizão liderada por al-Maliki, o Estado de Direito, obteve 26 cadeiras, enquanto a coalizão opositora dirigida por Allawi, Al Iraqiya, conseguiu 24.

Antes de saber dos dados, Ad Melkert, chefe da Missão da ONU no Iraque, que acompanhou de perto este pleito, qualificou as eleições como "críveis" e pediu aos partidos políticos que respeitem os resultados.

"Os resultados representam a vontade do povo", acrescentou Melkert. Segundo ele, a missão da ONU não tinha encontrado "uma falha sistemática" ou sinais de fraude, mas sim "algumas imperfeições".

"Nenhuma eleição no mundo é perfeita", acrescentou. EFE ah/sa

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