Coalizão governista na Tailândia desafia decisão de Tribunal Constitucional

Bangcoc - Os seis partidos da coalizão do Governo iniciaram hoje os contatos para acertarem se reelegerão Samak Sundaravej como primeiro-ministro da Tailândia em um claro desafio à Justiça, que ordenou sua sucessão por violar a Constituição.

EFE |

O primeiro-ministro interino tailandês e vice-presidente do Partido do Poder do Povo (PPP), Somchai Wongsawat, que assumiu as funções de Sundaravej por ser primeiro vice-primeiro-ministro, expressou sua "confiança de que a coalizão se manterá estreitamente unida" na sessão parlamentar de sexta-feira que elegerá o novo Governo.

O líder do partido Nação Tailandesa (o segundo maior da aliança governista), Banharn Silpa-archa, que já foi primeiro-ministro e disse que não quer a Chefia do Governo, deu hoje seu completo apoio ao PPP.

Por sua parte, Abhisit Vejjajiva, líder do Partido Democrata - o principal da oposição - disse que o "melhor meio de resolver a crise é formar um Governo de união nacional na qual todos os partidos unam suas mãos em favor da paz e da reconciliação".

O Tribunal Constitucional da Tailândia sentenciou ontem que Sundaravej, de 73 anos, violou a Carta Magna ao trabalhar para uma empresa privada apresentando um programa de culinária na televisão enquanto era membro do Governo.

Durante sete anos, o veterano político, propenso a fazer comentários mordazes, apresentou "Cozinhando e Protestando", no qual alternava a preparação de pratos tailandeses com comentários sobre a atualidade.

A Comissão Eleitoral da Tailândia recomendou ao Tribunal Constitucional a dissolução do PPP por ter cometido fraude nas eleições de dezembro de 2007.

Por enquanto, a Aliança do Povo para a Democracia, que mantém tomada a sede do Governo desde 26 de agosto, anunciou que continuará com os protestos até ver que Governo será eleito na sexta-feira no Congresso.

O Executivo interino da Tailândia anunciou hoje que montará seus escritórios no antigo aeroporto internacional de Bangcoc por causa da ocupação de milhares de manifestantes em sua sede.

Wongsawat disse à imprensa que o aeroporto de Don Muang abrigará temporariamente os escritórios do chefe do Executivo e seus assessores.

"Decidimos buscar um lugar temporário de trabalho, pois quando os manifestantes forem embora precisaremos de muitos meses para recuperar os danos que causaram", declarou.

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