Coalizão governista iraquiana quer emendar pontos de acordo com EUA

Bagdá, 19 out (EFE).- A coalizão governista Aliança Iraquiana Unida destacou hoje que para o pacto de segurança negociado há meses entre as autoridades de Iraque e Estados Unidos ser aprovado devem ser emendados alguns pontos.

EFE |

O anúncio foi feito pelo Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque, o principal partido político e membro da Aliança Iraquiana Unida, após uma reunião desta coalizão presidida pelo primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki.

Em comunicado, o Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque ressalta que há pontos no acordo que requerem maior tempo para serem submetidos à análise, e que por isto foi criada uma comissão integrada por membros da Aliança Iraquiana Unida.

Além disso, a nota destaca que Maliki "apresentou uma detalhada exposição das cláusulas do pacto na reunião, que também se centrou na necessidade de este tratado preservar a soberania nacional e os interesses supremos do povo iraquiano".

Neste sentido, o comunicado deixa claro que os iraquianos devem assumir sua responsabilidade na hora de defender sua soberania nos assuntos do país.

Por sua parte, o chefe do bloco parlamentar da Aliança Iraquiana Unida, Jalaluddin al-Saghir, afirmou em entrevista coletiva que a coalizão não aprovará nem rejeitará por antecipação o acordo de segurança.

"É prematuro manifestar a rejeição ou a aprovação deste pacto, pois as negociações ainda continuam e a atmosfera (das conversas) é positiva", explicou.

Neste contexto, acrescentou que pactos como este não são regidos pelo tempo, mas pelos princípios da soberania nacional iraquiana.

Por último, Saghir revelou que Iraque e EUA discordam em sete pontos, mas que se forem emendados se chegará a um consenso entre ambas as partes que garanta a soberania e segurança nacionais.

Saghir não disse quais são estes sete pontos.

O pacto de segurança tem como objetivo definir o futuro a longo prazo da presença das forças americanas no país a partir do fim deste ano, quando expira o mandato da ONU outorgado aos EUA para permanecer no Iraque.

Uma das questões mais delicadas gira em torno dos privilégios dos soldados e membros dos serviços de segurança privados dos EUA desdobrados no Iraque. EFE am/wr/fal

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