Coalizão dos EUA admite 37 mortes civis em bombardeio no Afeganistão

Cabul - O comando americano no Afeganistão admitiu hoje que 37 civis morreram em um bombardeio de suas forças na segunda-feira passada na província meridional de Kandahar, e disse que indenizou as famílias das vítimas.

EFE |

Em comunicado, o comando informou sobre a investigação realizada junto com autoridades e militares afegãos no distrito de Shah Wali Kot, onde, além disso, 35 civis ficaram feridos no bombardeio.

Segundo a fonte, os testemunhos recolhidos deixam claro que os insurgentes talibãs utilizaram os habitantes do povoado de Wech Baghtu, em Shah Wali Kot, como escudos humanos no confronto com as forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão.

O comando disse que os combates se desencadearam após uma emboscada insurgente contra uma patrulha conjunta das tropas estrangeiras e afegãs.

"Os idosos do povoado disseram à equipe conjunta de investigação que tinha chegado a Wech Baghtu um grande número de insurgentes, que não eram do povoado", e "admitiram que os insurgentes dispararam contra as forças da coalizão e o Exército afegão a partir de algumas das casas dos aldeões", que foram utilizados para se proteger, disse a fonte.

De acordo com esta versão, os talibãs impediram a população civil de sair do povoado, o que "sugere uma tentativa deliberada de causar baixas civis".

O comando acrescentou que as forças que caíram na emboscada pediram apoio aéreo, ao ficarem separadas de sua unidade de apoio.

A equipe de investigadores visitou os feridos e as famílias das vítimas no hospital na sexta-feira passada, e distribuiu entre eles "pagamentos em sinal de condolência", disse o comando, que não especificou a quantia das indenizações.

No comunicado, o coronel Greg Julian, da coalizão dos EUA, reiterou que o "principal esforço" de suas tropas é "oferecer segurança à população civil" afegã.

"O pior que pode acontecer é que os civis fiquem presos no fogo cruzado", disse o militar, e reiterou as condolências pelo ocorrido.

O presidente afegão, Hamid Karzai, tinha denunciado as baixas causadas por este bombardeio na quarta-feira passada, quando voltou a exigir que as tropas estrangeiras em seu país evitem bombardear povoados e concentrem sua luta nos esconderijos dos insurgentes na fronteira afegão-paquistanesa.

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