Coalizão do Governo do Paquistão tenta acordo para restituir juízes

Abu Dhabi, 30 abr (EFE) - Os líderes dos principais partidos da coalizão do Governo de Paquistão iniciaram hoje uma série de negociações em Dubai para tentar chegar a um acordo para a restituição dos juízes do Tribunal Supremo (TS), destituídos em novembro pelo presidente paquistanês, Pervez Musharraf.

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Participaram das conversas o ex-primeiro-ministro e líder da Liga Muçulmana-N (PML-N), Nawaz Sharif, e o chefe do Partido Popular do Paquistão (PPP), Asef Ali Zardari, que realizaram hoje duas reuniões em um hotel dos Emirados Árabes Unidos, segundo a imprensa local.

Nenhuma das duas partes fez declarações sobre as negociações, mas Sharif afirmou aos jornalistas entre as conversas que seu partido insiste na restituição dos juízes em seus cargos.

O PPP e a Liga Muçulmana-N, que são os principais partidos da coalizão - que também inclui duas legendas minoritárias -, tinham acordado após a formação do Governo restituir os magistrados em um prazo máximo de 30 dias, que termina hoje.

No entanto, apareceram posteriormente divergências entre eles sobre a forma de aplicar esse acordo e os comentaristas consideram que as conversas em Dubai serão cruciais para o futuro da coalizão.

O PPP, da assassinada Benazir Bhutto, quer introduzir emendas constitucionais para reformas no Poder Judiciário, enquanto Nawaz Sharif insiste em que os magistrados devem ser restituídos primeiro a seus postos e considera que os dois assuntos devem ser tratados de forma separada.

Ao chegar na terça a Dubai, Sharif pediu a seus seguidores da Liga Muçulmana-N que lhe receberam no aeroporto para que rezem pelo sucesso das negociações com o PPP, já que "são muito importantes para o futuro do Paquistão e da democracia". EFE fa/db

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