Coalizão de premiê do Iraque lidera apuração em Bagdá

Resultados parciais das eleições parlamentares do Iraque divulgados neste sábado indicam que a coalizão liderada pelo primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, lidera a disputa pela região da capital, Bagdá.

BBC Brasil |

Em outras regiões do país, a apuração dos votos indica uma briga apertada entre Maliki e o seu principal rival na corrida, o ex-primeiro-ministro Iyad Allawi. No entanto, mais de metade das regiões eleitorais ainda não tem resultados.

A região de Bagdá tem direito a 70 cadeiras no Parlamento de 325 representantes. Em meio a reclamações pela suposta lentidão na apuração dos votos da eleição realizada no último dia 7, surgiram também acusações de fraude.

Os resultados finais para as 18 províncias que participaram do pleito só devem ser anunciados dentro de duas semanas. Depois disso, espera-se um longo processo de negociações para a formação de um governo de coalizão.

Vitória importante

A comissão eleitoral iraquiana divulgou neste sábado o seu primeiro relatório preliminar para Bagdá e, com 18% dos votos apurados, a coalizão de Maliki, formada em uma tentativa de superar barreiras religiosas e tribais, abriu uma vantagem de cerca de 50 mil votos sobre a Aliança Nacional Iraquiana, majoritariamente xiita.

Já o bloco liderado pelo ex-primeiro-ministro Allawi, de orientação secular, vem em terceiro lugar.

A conquista de Bagdá, que tem direito a mais cadeiras no Parlamento que qualquer outra região, aumentaria as possibilidades de Maliki continuar no cargo.

Na sexta-feira, a comissão anunciou que o bloco de Maliki lidera também em duas províncias de maioria xiita ao sul de Bagdá. Já o grupo do rival Iyad Allawi estaria na frente nas duas províncias ao norte da capital. Cerca de 6,2 mil candidatos de 86 facções participaram da campanha para o Parlamento.

Analistas afirmam ser difícil para qualquer partido conseguir formar um governo de maioria, e a expectativa é que as negociações por uma coalizão durem meses.O comparecimento eleitoral foi de 62% segundo dados oficiais, apesar de ataques que mataram 38 pessoas no domingo. Nas eleições gerais de 2005, o comparecimento foi de 75%.

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